Politec confirma disparo voluntário de médico contra namorada: gatilho acionado

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Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), divulgado na tarde desta quarta-feira (28), apontou que o disparo de arma de fogo que matou a adolescente Kethlyn Vitória de Souza  foi voluntário, não acidental. O crime ocorreu em Guarantã do Norte (a 709 km de Cuiabá), no início deste mês. Segundo a Politec, as perícias evidenciam que a arma foi disparada de forma regular, mediante o acionamento do gatilho pelo operador, mas não foi confirmada a intenção de atirar na vítima, nem a motivação do crime – apontamentos que cabem à investigação feita pela Polícia Civil.

Inicialmente, o suspeito Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, companheiro da vítima, disse que o disparo havia sido acidental . A Politec chegou a confirmar a versão de Bruno nessa segunda-feira (26), após o procedimento de reprodução simulada. No entanto, o delegado Waner dos Santos Neves, que apura o caso, afirmou que não acreditava na versão do médico . Ele disse que, mesmo que não tivesse intenção de atingir Kethlyn, Bruno tinha intenção de atirar.

Reprodução

Conforme a Politec, a classificação de tiro acidental é utilizada quando há produção do tiro sem o acionamento do gatilho, devido à falha da segurança do armamento e anomalias em suas peças, o que não ocorreu no caso em questão. O tiro atingiu a vítima na região posterior da cabeça, produzindo as marcas de sangue características do efeito deste disparo. O projétil foi recuperado no interior do veículo. O estojo balístico não foi localizado.

A perícia analisou o trajeto do tiro, apontado no laudo de necropsia e identificou que é compatível com as marcas contidas no interior do veículo. Na reprodução simulada, os peritos analisaram os pontos convergentes ou divergentes das declarações do atirador, confrontando-os com os apontamentos dos laudos periciais.  Reprodução

Reprodução simulada do caso Kethlyn Vitória

Na reprodução da cena, os peritos constataram o alinhamento da saída do cano da arma com o posicionamento da cabeça da vítima coincidindo com a trajetória do projétil que foi encontrado alojado na coluna lateral esquerda do veículo Hyundai/Creta. 

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Bruno Felisberto por sete crimes : Feminicídio; Dano ao patrimônio público; Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; Disparo de arma de fogo; Dirigir veículo sob a influência de álcool; Entregar veículo automotor a pessoa não habilitada; Servir bebida alcoólica a adolescente; 

 

O caso

Na madrugada do dia 03 de maio, a adolescente Kethlyn Vitória de Souza foi baleada na cabeça e levada, por Bruno, ao Hospital Nossa Senhora do Rosário. Na unidade médica, a equipe tentou reanimá-la por aproximadamente 40 minutos, mas Ketlhyn não resistiu e morreu.  Ainda no hospital, Bruno teria danificado uma janela e uma porta do local, em meio a um abalo emocional, e posteriormente fugiu do local.

No dia 05 de maio, dois dias após o crime, o médico se entregou à Polícia Civil , acompanhado de seu advogado, alegando que o tiro teria sido acidental. 

Diante da repercussão do caso, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a conduta ética do médico. A medida foi confirmada em 14 de maio pelo próprio Conselho, que afirmou acompanhar de perto o andamento da investigação criminal.

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Link da Matéria – via RD News

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