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Servidores Públicos de Mato Grosso, através de sindicatos, pretendem apresentar denúncias e representações sobre supostas irregularidades nos empréstimos consignados para a Polícia Federal, Banco Central e para o Conselho Monetário Nacional.
“Várias regras do sistema financeiro nacional foram burladas. Por exemplo, são 12.500 servidores com contratos com o Banco Capital. Nenhuma dessas operações foi enviada para o registrado no Banco Central”, diz o presidente do Sinpaig-MT Antônio Wagner, ao ressaltar que há resolução que determina que as operações sejam informadas ao BC.
A situação, segundo o sindicalista, levanta a suspeita de que possa haver indícios de crimes financeiros que precisam ser apurados.
Questionado sobre a suspensão em caráter imediato, por 90 dias , de todos os descontos de consignados contratados pelos servidores com a Capital Consig. O sindicalista ressalta que decisão do governo estadual não atende o pleito da classe porque a definição não tem efeito amplo, não abarcando, por exemplo, outros bancos que também teriam algum tipo de elo com a Capital Consig. Patricia Sanches
Antônio Wagner ressalta a existência de indícios de crimes financeiros
Diante disso, Wagner defende a aprovação do decreto legislativo proposto pelo deputado Wilson Santos (PSD) que suspende os efeitos do convênio 030/2022, suspeito de descontos indevidos nos empréstimos consignados de servidores públicos estaduais de Mato Grosso.
“O decreto legislativo é importante que seja votado, é importante que essa Casa também cobre as suas atribuições e suas prerrogativas, porque ela fez uma CPI, fez recomendações muito sérias, inclusive de não haver mais cartão de crédito consignado”, defende. Proposta chegou a entrar em pauta na sessão desta quarta (28), mas não foi votado em razão de pedido de vista do vice-líder do governo Beto Dois a Um (PSB).
Por fim, o sindicalista defendeu que o secretário Basilio Bezerra deixe a pasta enquanto as investigações perdurarem. “Ninguém está falando nada contra o secretário, só que é uma pasta que vai ser investigada. São inserções de dados em sistemas que quem tem o controle da gestão do sistema de informação do Estado é o secretário da pasta, que é o secretário Basílio. Se eu vou investigar a pasta, eu não posso ter o investigado junto de uma força-tarefa. Isso é completamente incoerente”.
Nesta semana Basílio negou que tenha sido omisso em relação às denúncias dos consignados e garante que atuou desde o primeiro momento para investigar as possíveis fraudes.
Servidores endividados
Cerca de 37 mil servidores ativos do Governo de Mato Grosso possuem empréstimos consignados na folha de pagamento. Ao todo, incluindo ativos e aposentados, o número de servidores que possuem consignados chega a 62.135. Desse total, mais de 6,5 mil estão com mais de 60% da renda comprometida pelos supostos empréstimos
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