
O policial militar Ricker Maximiano de Moraes, 32, preso por matar a esposa a tiros na noite desse domingo (25), responde a outro crime. Ele vai a júri popular para responder por uma tentativa de homicídio, ocorrida em junho de 2018. Na ocasião, ele atirou contra um grupo de jovens e deixou um deles com sequelas permanentes.
Segundo assessoria de imprensa do Ministério Publico de Mato Grosso, o júri popular do policial militar está previsto para ocorrer nesta quarta-feira (28), sob responsabilidade do promotor Jacques Barros Lopes.
Conforme denúncia, no dia 23 de junho de 2018 o menor e outros dois amigos retornavam para casa a pé pela avenida General Melo, dando risadas e conversando, quando se depararam com um casal discutindo na rua, que se tratava do Ricker e sua namorada.
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Neste momento, o policial falou para os adolescentes: “o que vocês estão rindo? Vaza, vaza”. E na sequência, levantou a camisa e retirou uma arma de fogo da cintura. Com a ameaça, os adolescentes saíram correndo, e foram seguidos por Ricker.
Após correrem por alguns metros, a vítima percebeu que o policial parou e também parou de correr, momento em que o acusado atirou nele pelas costas, o atingindo na região glútea esquerda.
A vítima foi submetida a cirurgia de urgência e os ferimentos causados provocaram debilidade permanente na função urológica do jovem, que, atualmente, precisa de cateterismo para esvaziar a bexiga.
Ele foi indiciado por tentativa de homicídio, com as qualificadoras de motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Outro caso
Na madrugada desta segunda-feira (26), Ricker Maximiano de Moraes foi preso após se entregar e confessar a morte da esposa Gabrieli Daniel de Sousa, 31, na casa do casal, durante o domingo (25).
Após atirar 3 vezes contra a mulher, ele fugiu de casa levando a arma do crime e seus dois filhos. Ambos foram deixados na casa do pai do policial, juntamente com seu carro.

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