
As obras da Ferrovia de Mato Grosso impulsionaram as contratações formais no estado no primeiro trimestre deste ano. O setor da construção civil registrou saldo positivo de 1.914 admissões, superando o de serviços. Dentro da construção, o segmento de rodovias, ferrovias e estruturas especiais teve o maior crescimento percentual no período, com alta de 11,61% em relação ao trimestre anterior.
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Enquanto o Brasil criou 71.500 empregos formais no trimestre, segundo o Caged, Mato Grosso registrou saldo negativo de 3.544 vagas, impactado pela agropecuária, que perdeu mais de 6 mil postos com o fim da safra da soja em março.
As obras da ferrovia, executadas pela Rumo, já alcançaram o maior número de contratações previstas para o ano, com cerca de 5 mil trabalhadores em atividade neste mês de maio. Os canteiros estão distribuídos por seis municípios das regiões sul e sudeste do estado, ao longo de aproximadamente 160 km de trilhos da primeira fase do projeto.
“O projeto tem impulsionado o setor da construção civil e o mercado de trabalho regional. As contratações dobraram desde o início do ano, e a expectativa é terminar maio com mais de 5 mil empregados nas obras”, afirma Ângelo Kury, diretor executivo da Ferrovia de MT, da Rumo Logística.
Em janeiro, havia 2.430 trabalhadores nas obras; em abril, 4.446. Até meados de maio, já passavam de 4.600. Com novas vagas em aberto, a estimativa é ultrapassar 5 mil até o fim do mês.
Os municípios do sudeste mato-grossense têm sentido o impacto direto da ferrovia. Em Rondonópolis, o setor da construção civil cresceu 15,4% no primeiro trimestre — o maior entre os municípios analisados. Primavera do Leste e Campo Verde também registram aumento no interesse de empresas e indústrias, atraídas pelas obras do modal ferroviário.
Novas frentes e mais empregos
Entre os destaques do projeto está o terminal da BR-070, em obras desde outubro de 2024. No local, está em construção um viaduto sobre a rodovia federal, com previsão de gerar mais de 850 empregos diretos e 1.700 indiretos até sua conclusão, em 2026.
Outra frente importante é a nova fábrica de dormentes, em fase final de construção, que empregará cerca de 100 profissionais em caráter permanente.
Além disso, a Rumo abriu cerca de 100 novas vagas no Terminal de Rondonópolis, na BR-163, para reforçar sua operação local.
Desenvolvimento além da infraestrutura
“O avanço da ferrovia não se resume à logística. Ele traz impacto direto nas cidades por onde passa, com novas oportunidades de emprego, capacitação profissional e estímulo à economia local”, destaca Ângelo Kury.
Com mais de 700 km de extensão, a Ferrovia de Mato Grosso vai ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá, e promete inaugurar uma nova fase de desenvolvimento regional, com geração de empregos, logística eficiente e sustentabilidade econômica. (Com assessoria)Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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