
O presidente do PT em Mato Grosso, deputado Valdir Barranco, revelou neste sábado (24), que a militância do partido foi orientada a não vaiar o governador Mauro Mendes (União Brasil), durante cerimônia de lançamento do programa Solo Vivo, no Assentamento Nossa Senhora da Fartura , em Campo Verde (a 131 km de Cuiabá).
Além disso, explicou que “descortesia” pela falta de convite para agenda no mês passado, com Raoni, pode ter partido do próprio cacique indígena, quando recebeu Lula em sua “intimidade”.
Reprodução/ Gov.BR/Transmissão
Em conversa com a imprensa, Barranco valorizou a atuação da militância, que se deslocou até o assentamento para receber o presidente. Ele reforçou que Mauro é um convidado de Lula e deve ser respeitado. Em Mato Grosso, Mauro não é aceito pela militância, por sua relação eleitoral com o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), adversário político do líder petista.
“Muita gente mesmo que veio, caravanas de todas as regiões. Eu acho que vai ser uma festa muito bonita aqui para acolher o presidente Lula e a nossa recomendação é para que não haja vaia ao governador. O governador é convidado do presidente Lula e nós temos que acolhê-lo como fazemos com os convidados em nossas casas”, destacou Barranco.
O parlamentar também elogiou Lula por sua capacidade de dialogar e respeitas as opiniões divergentes e o respeito institucional. Ele desembarcou na região do Assentamento em um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB), com o governador. Referente ao respeito institucional, Barranco foi questionado sobre o por que da ausência de convite para Mauro na agenda com o cacique Raoni, no Xingu, no mês passado.
Mauro não conseguiu esconder o descontatamento pelo que chamou de “descortesia”. Na versão apresentada por Barranco, o convite dependia do cacique, pois a comitiva se deslocaria até a TI, ou seja, não teria como o presidente sobrepor a uma decisão particular. Na oportunidade, Lula concedeu honraria ao indígena, e para o governador, a agenda não trouxe nenhum benefício para o estado. “A gente sabe que eles [Mauro e Raoni] têm um pensamento muito diferente do seu ponto de vista dos povos indígenas”, disse Barranco.
“Aquela agenda, ela era uma agenda muito íntima do cacique Raoni e aí esse convite dependia do cacique, tanto é que os políticos também não tiveram convite para os demais políticos. E dessa vez é uma agenda institucional, o governador foi convidado”, acrescentou.
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