Idosa com câncer é batizada dentro de UTI em hospital em Campo Verde

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Maria Rita de Lima, de 74 anos, internada com câncer colorretal na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) DO Hospital Municipal Coração de Jesus, em Campo Verde (a 136 km de Cuiabá), foi batizada na unidade médica, nesta quarta-feira (21). O quadro de saúde da idosa é considerado grave e a mesma está recebendo tratamento paliativo para aliviar as dores e a falta de ar, devido a uma pneumonia contraída recentemente. 

De acordo com a prefeitura, um atendimento humanizado na saúde inclui também entender as necessidades emocionais do paciente e proporcionar, quando possível e respeitando todos os protocolos, que ele realize seus desejos mesmo diante de um quadro grave de saúde. O Executivo Municipal afimrou que a idiosa manifestou, no último dia 19, o desejo de ser batizada na Igreja Congregação Cristã do Brasil.

Reprodução/Prefeitura de Campo Verde

Diante dissom a direção da unidade hospitalar autorizou a realização da cerimônia, de modo que o ambiente da UTI foi especialmente preparado para que todos tivessem total segurança. Além da equipe médica e dos líderes religiosos, estavam presentes as duas filhas de Maria Rita.

De acordo com o hospital, o batismo poderia trazer mais conforto à paciente, que desde que foi internada não tem apresentado melhoras e está recebendo tratamento paliativo, devido a pneumonia.

A filha mais nova da idosa, Bruna Fernanda Olegário Lima, de 34 anos, revelou que o sentimento é de agradecimento por ver o desejo da mãe atendido. “Parecia um desejo impossível de ser realizado, dada a realidade de uma UTI”, reconheceu Bruna. “O sentimento é de gratidão imensurável por todos que não mediram esforços para realizar o pedido e pelo cuidado que tiveram com tudo”, disse ela.

De acordo com a médica intensivista Letícia Secundino, o momento vivido pela paciente emocionou a todos. “Nós acolhemos o pedido de uma paciente muito especial e cheio de significado”, destacou a médica.

Ela enfatizou que a UTI é um ambiente com protocolos rigorosos, que tem como prioridade a segurança do paciente. “Mas nós não podemos nos esquecer que atrás de cada monitor existe um ser humano”, enfatizou.

A médica frisou que quando se fala em acolhimento e humanização é preciso enxergar o paciente como um todo, levando em conta o seu estado espiritual, social e emocional. “É perceber que cada pedacinho daquele paciente importa. Hoje, a nossa paciente teve dignidade, teve segurança, foi respeitada. Às vezes a cura está nisso”, salientou.

Veja, abaixo , o vídeo da cerimônia:

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Link da Matéria – via RD News

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