
O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves , suspeito de intermediar venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e em gabinetes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), constituiu um novo advogado para comandar sua defesa. Ele também sinalizou que não pretende buscar um acordo de delação premiada . É o que revela reportagem assinada pelo jornalista Aguirre Talento, colunista do UOL.
Reprodução
Andreson está preso desde novembro do ano passado, no âmbito da Operação Sisamnes , que apura suposto esquema de vendas de sentenças em Mato Grosso . Ele estava detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, mas criticou a alimentação da unidade, alegou passar fome, pediu prisão domiciliar e acabou transferido para Penitenciária Federal de Brasília , em março deste ano.
Conforme a reportagem do UOL, o novo advogado é Eugênio Pacelli de Oliveira, ex-procurador do Ministério Público Federal e jurista conhecido por obras de direito processual penal. Além dele, o advogado criminalista Luís Henrique Prata, que já estava na causa desde a prisão do lobista, também acompanha a defesa.
Ao UOL, Pacelli afirmou que pretende atuar na defesa técnica e que não há intenção de negociar uma delação. “Estamos nos juntando à defesa para ficarmos à frente de tudo, conforme procuração outorgada. Não pensamos em delação, nem como alternativa”, disse o advogado.
As investigações que chegaram às suspeitas sobre o STJ começaram após o homicídio do advogado Roberto Zampieri , ocorrido em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Com aceso ao celular do jurista, a Polícia Civil descobriu o suposto esquema.
O caso levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a afastar dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. As mensagens também mencionam suposto esquema de venda de sentença no STJ.
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