
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), garante que o Governo Federal está atento para sanar o quanto antes os impactos após o registro de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, o que ocasionou o fechamento de vários mercados internacionais. “O sistema é robusto, ele é eficiente e a gente consegue dar as respostas”, assevera durante reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária, que debateu o tema nessa terça-feira (20).
Na ocasião, Fávaro avaliou que os bloqueios acontecem de forma eficiente e que os alertas são sinalizados justamente porque o sistema funciona, garantindo a coleta de forma célere para que, se necessário, medidas seam tomadas.
Guilherme Martimon-Mapa
“Você vê um animal doméstico, uma galinha caipira, que tem algum sintoma, todo mundo corre, faz o alerta e o órgão de defesa do município, outro estado, Ministério da Agricultura, correm lá, coletam a amostra, dão transparência. É por isso que é o menor indício de doença, seja doença respiratória, a gente consegue bloquear rapidamente isso e minimizar o impacto para o setor”, frisa.
Em postagem nas redes sociais, o ministro ressalta que, entre as medidas discutidas está a importância de um Fundo Nacional Sanitário para proteger nossos produtores e assegurar a continuidade da produção. Também existe a proposta de criação de um fundo para pagamento de horas extras a servidores públicos.
Conforme a última nota do Ministério da Agricultura, há 33 mercados com total e/ou ou parcial suspensão da importação da carne de aves do Brasil:
Suspensão total das exportações do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, África do Sul, União Euroasiática, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Filipinas e Jordânia.
Suspensão para o Estado do Rio Grande do Sul: Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia.
Suspensão para o município de Montenegro (RS): Japão e Arábia Saudita.
Caso o país não registre mais nenhum caso da doença, a expectativa é de que a abertura dos mercados recomece em 28 dias. Além do caso no Rio Grande do Sul, Brasil registrou a doença em Sapucaia do Sul (RS), a 60 km do primeiro foco da doença, mas em cisnes silvestres.
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