Viih Tube e Eli revelam perrengues da reforma de mansão de R$ 8 milhões

Imagem

Faltando apenas um mês para a chegada da primeira filha, Lua, Viih Tube — e Eliezer tomaram uma decisão: deixar o apartamento onde a influenciadora digital vivia e embarcar em uma nova fase da vida — agora como família — em uma mansão na Região Metropolitana de São Paulo. A escolha do novo lar não foi por acaso. Eles buscavam uma casa onde pudessem ver os filhos crescerem — e também envelhecerem juntos.

Embora, a princípio, a compra da casa estivesse guardada na caixinha dos planos a longo prazo, não demorou muito para que Viih Tube — descrita por Eliezer como um verdadeiro furacão — começasse a se movimentar. Logo, já estava em contato com corretores e com uma lista de imóveis em mãos. “Ainda era um plano para o futuro, só para a gente entender o lugar onde iríamos morar. Não era nada para agora. Até que a gente entrou nessa casa aqui”, relembra Eliezer, em conversa exclusiva à Quem.

Autumn Sonnichsen  

 Na busca pela casa dos sonhos, o casal tinha três prioridades bem definidas. A primeira era a privacidade: “Já lidamos com muita gente, queríamos essa sensação de liberdade e de que não estávamos sendo vistos o tempo todo”. A segunda, o contato com a natureza: “Quintal grande, pé no chão, mato, terra.” E, por fim, um bom custo-benefício, essencial para fechar negócio.

 Isso porque, quando decidiram comprar o primeiro imóvel juntos, Eliezer havia acabado de ser eliminado do Big Brother Brasil, reality do qual saiu devendo R$ 300 mil. Além disso, o relacionamento dos dois ainda estava em fase de construção, e acharam importante ter uma conquista a dois — dividida meio a meio, como ele sempre reforça.

Não tenho nenhum problema em falar que não tinha R$ 10 milhões e continuo não tendo R$ 10 milhões [para dar de entrada em uma casa]. Por isso falei: ‘Ó, essas casas para mim não dá, porque eu não tenho essa grana’.

— Eliezer sobre investimento na casa da família

Depois de visitarem inúmeras casas acima do orçamento, o casal finalmente encontrou “a tal” — foi amor à primeira vista. A arquitetura encantou, o preço coube no bolso e o negócio foi fechado: R$ 8,5 milhões, divididos meio a meio, como sempre. “Vendi meu carro, fiz algumas coisas, peguei todo o dinheiro de publicidade, juntei essa grana para dar a minha parte da entrada. Nós achamos uma casa em um valor que os dois pudessem pagar juntos”, conta o influenciador digital.

A reforma que durou um ano e meio e custou R$ 9 milhões

Com a casa comprada, eles tinham um plano, que foi completamente alterado no meio do caminho. “A intenção era: ‘Vamos só reformar o nosso quarto, o quarto da Lua e vamos começar a morar nessa casa.’ Confesso para você que eu não sei qual foi o momento em que [o plano] mudou, que virou a casa inteira reformada, não sobrou nada da casa antiga”, relembra.

Com um terreno de 300 m² em mãos, eles transformaram o que era 120 m² construídos em 180 m². Uma brinquedoteca foi criada, um lago construído, assim como área gourmet, academia, cinema externo, spa e salão de beleza. Isso em um imóvel que já contava com sete suítes, escritório, cinema interno 4D, sala, sozinha, área de serviço, sauna e mais.

A reforma — assim como toda a decoração — ficou sob os cuidados de Eliezer, designer de formação, que recebeu carta branca da esposa para transformar a casa do jeito que quisesse. No início, ele contou com o apoio de um arquiteto, mas, da metade para o fim da obra, preferiu seguir apenas com o empreiteiro. Mergulhado no processo, Eliezer escolheu pessoalmente os revestimentos, acabamentos e chegou a desenhar alguns dos móveis, como o sofá e o cinema externo, entre outros.

Tudo isso foi feito respeitando a essência arquitetônica da casa: rústica, marcada por elementos em pedra moledo e madeira. O designer também teve o cuidado de reaproveitar tudo o que fosse possível. Um exemplo simbólico foi o piso — segundo ele, “com cara de casa antiga, daquelas fazendas coloniais, um taco bonito, com muita identidade”. Ele foi retirado com cautela do quarto da filha do casal e reaproveitado na área externa. “Fomos tendo esse cuidado de [preservar] a identidade da casa mesmo”, explica.

O grosso da reforma levou cerca de um ano para ser finalizado, seguido por mais seis meses de ajustes e acabamentos. Para garantir que tudo fluísse da melhor forma — e também para lidar com os perrengues —, Eliezer chegou a se mudar para o imóvel ainda em obras. “Fiquei três meses morando aqui, com os pedreiros e tudo”, relembra, entre risos.

Os desafios vão surgindo

Toda a reforma teve um custo que praticamente igualou o valor pago pelo imóvel: R$ 9 milhões. No entanto, uma parte desse montante foi consumida pelos imprevistos ao longo do caminho. Eliezer conta que diversos desafios surgiram durante a obra — entre eles, a ausência da planta original da casa, o que dificultou bastante o processo. “Cada dia era um desafio grande”, relembra.

“A gente não sabia que toda a estrutura da casa, de encanamento, de fios, de luz, passava por morrinhos, então quando veio a escavadeira [e puxou a terra], destruiu tudo, teve vazamento, teve tudo”, conta.

Apesar de desesperador, esse nem foi o momento mais difícil da obra para Eliezer. O verdadeiro baque veio logo depois, com o paisagismo — justamente um dos elementos que mais encantaram o casal ao escolher a casa. Uma empresa especializada foi contratada para o paisagismo, o valor foi pago, tudo foi plantado… Mas, três meses depois, as plantas começaram a morrer.

“Então tudo que a empresa fez, eu assinei embaixo, e como é tudo muito visual, as flores são muito bonitas, conseguiam mostrar serviço colocando uma flor bonita e eu achava que estava tudo certo”, relembra o ex-BBB.

Desconfiado, ele decidiu chamar uma nova empresa. Ao escavar o terreno para entender o que estava acontecendo, veio a surpresa: nenhuma das plantas havia sido colocada na terra nova que haviam comprado. Em vez disso, tudo foi plantado sobre o entulho retirado do lago. “Só tinha pedaço de obra, pedaço de cano, paralelepípedo, concreto. Não tinha como as plantas crescerem, a raiz se firmar, a água escorrer.”

Para resolver, foi preciso começar tudo do zero: retirar a grama, trazer máquinas, escavar novamente e substituir toda a terra. O prejuízo foi alto — cerca de R$ 400 mil. “Tive que refazer esse jardim umas duas vezes. E isso para mim foi muito forte. Primeiro, porque que custou muito caro. Planta é cara, todo esse serviço de irrigação, de tudo, é muito caro. E, segundo, fiquei chateado porque era uma coisa que eu estava dando tanta importância, uma coisa que eu queria tanto ver.”

Luxuoso, excêntrico e aconchegante

Apesar dos altos e baixos da obra — e de um prejuízo considerável —, o casal ainda encontrou espaço no orçamento para algumas extravagâncias. Segundo Eliezer, o item mais caro de toda a casa é o lago, que custou nada menos que R$ 1 milhão. Já quando o assunto é decoração, eles garantem que o perfil é bem mais comedido. “A gente não tem esse ego. Sou muito pão-duro, e a Viih também. Colocamos exatamente o que a gente gosta”, diz.

Mas às vezes, o gosto também pode sair caro. É o caso da mesa de jantar da família, feita a partir de uma árvore, retirada com autorização e fiscalização ambiental. A peça foi talhada à mão e deu origem a outros móveis da casa — apenas a planta teve um investimento de R$ 100 mil.

Entre os itens mais excêntricos, há uma cachoeira de uma tonelada, que Eliezer jurava ter alugado, mas acabou comprando por R$ 15 mil. Tem também uma árvore de esmeralda bruta, avaliada em R$ 70 mil. “Acredito em energia. Ainda mais a gente, que vive muito exposto, com gente desejando bem ou mal”, justifica o influenciador.

Outro objetivo diferenciado lembrado pelo influenciador foi uma cuba personalizada que veio da Ásia e demorou meses para chegar. E, parte de uma brincadeira com a esposa, um sofá envelopado com um tecido estampado por Romero Britto — referência à vez em que a ex-BBB confundiu Picasso e Britto.

Casa grande, contas idem e administração complexa

Com uma casa grande, vêm também contas à altura. Mas, como já mencionado, todas as despesas são divididas entre o casal. Eliezer é responsável pelos salários da equipe que cuida da área externa — como motorista, piscineiro e jardineiro —, enquanto Viih arca com os custos dos funcionários que atuam dentro da casa.

As despesas básicas, como a conta de luz, também entram na divisão. Um fato interessante: apesar da instalação de painéis solares, o valor da conta de luz da família varia bastante — e já chegou a bater os R$ 8 mil durante o inverno.

Apesar do alto valor de contas à pagar, Eliezer afirma que o maior desafio em manter uma casa desse porte é a administração das 15 pessoas que trabalham diariamente com a família.

“É muita gente trabalhando, então a gente tem governanta, cozinheira, três [funcionárias] de limpeza, piscineiro, jardineiro, [funcionário de] serviços gerais, motorista, e só de babás temos seis. É muita gente trabalhando, além de ser um valor muito alto que tem que pagar para todo mundo aqui, é um desafio fazer a gestão dessa casa, a gente conseguir dar conta de tudo, de vez em quando é um grande Big Brother. Muita fofoca”, ri.

De repente dá uma brigalhada entre elas e a gente tem que se meter, uma fofocaiada que envolve o vizinho. Ai, meu Deus, nem me lembre, é um grande desafio fazer a gestão”.
— Eliezer

Histórias que dão vida à casa

A casa pode ser nova, mas já carrega memórias marcantes para o casal. No dia em que Vitória e Lua se mudaram definitivamente para o imóvel, a influenciadora contou ao marido que estava grávida de Ravi, caçula do casal. Outro momento inesquecível foi o primeiro Natal, época em que reuniram a família após a internação do bebê.

Eliezer, com bom humor, relembra até alguns desentendimentos típicos de quem está construindo um lar a dois. “Alguns desgastes, mas coisa de casal”, resume. Um episódio que ficou na memória foi quando ele decidiu usar parte da biblioteca — o único cômodo que Viih fez questão absoluta de decorar do seu jeito. Ela não gostou da ideia e ainda achou que o espaço reservado, com 120 m², era pequeno demais. “Ela disse que não ia caber tudo, que era pouco espaço… E eu fiquei pensando: ‘Meu Deus, tem gente que mora em 50 m². Em que mundo essa menina vive?’”, conta, entre risadas.

O futuro da família enraizado aqui, mas não só aqui

O futuro da família está enraizado aqui — mas não apenas aqui. Para Eliezer, marido de Vitória e pai de Lua e Ravi, essa casa representa uma transformação significativa em suas vidas. “A gente comprou [o imóvel] para eu me tornar pai e a Viih se tornar mãe, para a gente criar os nossos filhos. Então tem tudo a ver com nosso momento de mudança, já tínhamos colocado na cabeça que teríamos uma vida diferente. Essa casa simboliza isso, a vida que tivemos foi muito boa, mas ela fica para trás, na memória, aqui é vida nova”, afirma.

E por ser tão especial, os planos são bem claros: esta é a casa definitiva, o lar onde pretendem envelhecer juntos. No entanto, as raízes do casal não se limitam a Cotia. Eles também adquiriram uma casa no Nordeste, em São Miguel dos Milagres, com entrega prevista para 2026. Além disso, estão à procura de um rancho à beira da represa e outras casas de veraneio. Mas Eliezer faz questão de destacar, essas são para férias: “Para morar, é aqui, não tem outra opção.”

Confira mais da entrevista:

Quantos cômodos a casa tem no total?

Tem o quarto do casal, quarto do Ravi, quarto da Lua, quarto das funcionárias, três quartos de visita, sendo esses sete quartos suítes. Um escritório, dois cinemas, sendo um interno 4D e um externo. Brinquedoteca, área gourmet, sala, cozinha, área de serviço, quarto de recebidos, academia, sauna, salão de beleza, spa.

Quais foram as principais inspirações [na decoração]?

A casa tem uma estrutura metálica muito bonita, que foi o que encantou a gente. Eu quis manter a arquitetura dela, essa coisa rústica, no meio do mato. Tudo que fiz foi olhando para o estilo da casa, porque o estilo da casa foi justamente o que fez a gente se apaixonar. Então, eu mantive o estilo, que é muita madeira, muita pedra.

Quanto de prejuízo tiveram com o paisagismo?

Uns R$ 400 mil. A gente tem três jardins enormes. A área verde da casa é muito grande, tudo era muito trabalhoso, compramos planta para esses 120 m² sem construção, só de área externa, só de jardim que a gente tem aqui, com árvore, com redário, com tudo isso.

Teve algo que vocês queriam ter colocado na casa, mas na hora acabou ficando fora do orçamento?

Não, teve algo que hoje eu olho e falo: “Eu poderia ter feito isso no lugar disso”. Mas a gente colocou tudo, todas as nossas necessidades diárias, nada além. Por exemplo, a Viih faz muito cabelo e maquiagem. Porque ela tem trabalho todo dia, tem evento. A gente mora longe, para ir para o salão, ela perde 2 horas. Então, eu falei: “Vamos fazer então um salão dentro de casa para ela.” Porque ela tem muito esse costume de trazer as pessoas aqui para maquiar, daqui ela já sai pronta para o evento. E no apartamento ela fazia isso no meio da sala.

A mesma coisa com o spa. Ela faz muita drenagem, massagem relaxante, acupuntura e tudo a gente fazia lá no apartamento, no meio da sala também. Foi tudo dentro da nossa rotina e necessidade. Algumas coisas a gente fez pensando nos nossos filhos, como o lago com areia e peixe. Foi tudo pensando ou nas crianças ou na nossa rotina de dia a dia. A gente usa a casa inteira.

O que você pensa hoje que poderia ter feito diferente?

Em cima da brinquedoteca, para não ficar feio, fiz um jardim. Hoje eu faria um salão de festas, porque a gente faz muita festa aqui. Eu podia ter feito um salão de festa que ligasse com a brinquedoteca. Só que eu só tive essa ideia depois que o negócio ficou pronto. Eu falei: “Ah, não vou fazer mais obra, não.”

Teve algum momento que rolou uma briga por conta da reforma?

Na reta final, Viih resolveu vir ver o que estava acontecendo. Ela passou a obra inteira sem pisar aqui, não queria saber daqui. Quando estava perto de morar, ela falou: “Vou lá ver o que é que esse homem está fazendo”. E aí quando ela pisou aqui, ela começou a dar os pitacos dela. Então, assim, deixou a gente doido. A gente teve alguns desgastes, mas é coisa de casal, né?

Em relação agora a algumas curiosidades da casa, você comentou de energia solar. A casa é sustentável?

A casa é sustentável. Energia solar. A gente colocou ali para economizar também. A casa inteira tem um dispositivo para economizar. Tudo é a base de sensor, automatizada também. Tem hora para ligar, hora para desligar.

E em questão de automatização, como que funciona o sistema?

Ah, é um inferno, nunca funciona. Mas já tinham me falado, acabou a luz, a casa inteira parou de funcionar. E São Paulo é um lugar que acaba a luz direto. Mas é legal, né? Você consegue ligar tudo pelo comando de voz, pelo celular, mudar a cor da casa, preparar ambiente… Mas vou ser muito honesto, na prática é pouco usado. 

Tem algum cômodo que vocês quase não usam?

Cinema externo. Cinema externo a gente usou poucas vezes porque São Paulo só chove. Vou te falar que a gente nunca viu um filme nele, a gente já viu clipe, já escutou música, mas sentar pra assistir filme, não. A gente ligou uma lareira no meio dele, só que primeiro que só dá para ver de noite e de noite começa a rotina dos nossos filhos de dormir. Eles são muito bebezinhos, então se colocar muito alto, eles acordam.

Qual é o local preferido de cada um de vocês, um refúgio?

O meu preferido é o cinema. Eu acho que acredito que o preferido da Viih é a brinquedoteca. Porque tipo, ela vive lá com a Lua.

E como que vocês fazem para evitar que as pessoas que tanto de fora quanto o próprio do condomínio descubram o endereço? Já teve alguma situação inusitada?

Não, a gente mora em um condomínio com conceito do Haras. Só tem exatamente 40 casas e cada lote é por rua, ocupa o espaço da quadra. Eu não tenho vizinho. E as pessoas que moram aqui vêm para cá buscando realmente privacidade. Então tem banqueiro que mora aqui, a Madonna já ficou aqui. As pessoas que moram aqui é a galera mais antiga, mais velha, que tá desde o início do condomínio, desde a fundação.

No começo, as pessoas só podiam morar aqui por indicação. E esse fato de não ter muita casa, uma casa por lote, também ajuda. A gente nunca teve esse problema das pessoas baterem na nossa porta, todo mundo lida muito bem com isso. Aqui dentro do condomínio, eles não tratam a gente como se fosse uma celebridade ou coisa do tipo. Para você chegar hoje aqui em casa, você tem que ser acompanhada por um segurança, as pessoas se perdem aqui, muito verde, mata, ruelas.

Link da Matéria – via RD News

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*