Defesa de prefeito diz que operação é natimorta e vê condução espalhafatosa

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A defesa do prefeito de Sorriso Alei Fernandes (União), patrocinada pelo advogado Rodrigo Cyrineu, assegura que seu cliente é inocente e rechaça acusação de caixa 2 nas eleições do ano passado. Após a Polícia Federal revelar a suposta existência de indícios de que a chapa liderada por Alei teria utilizado laranjas e triangulação, através de candidatos a vereador, para supostamente pulverizar recursos de caixa 2 , Cyrineu classifica situação como especulação sem qualquer lastro probatório concreto, especialmente que envolva a participação dos eleitos Alei e seu vice Acácio Ambrosini – veja nota completa

“Há certo tempo que os órgãos de investigação vêm sustentando essa narrativa, sem apresentar elementos concretos de quanto, como e porque recursos ou gastos eleitorais foram empregados na campanha. Tudo isso de maneira espalhafatosa e em prejuízo à condução municipal”, dispara o jurista na nota. Rodinei Crescêncio/Rdnews

Advogado Rodrigo Cyrineu garante que prefeito Alei não cometeu crime de caixa dois e diz que condução da apuração gera prejuízo à condução municipal

O advogado ressalta que não pode detalhar a situação em razão do sigilo judicial, mas assegura que a investigação decorre de uma busca de provas exploratória “que possuía uma linha investigativa inventada por um PRF filiado ao partido do candidato derrotado Damiani [Leandro]”.

Ainda segundo Cyrineu, a PF afirmaria que os R$ 300 mil apreendidos com Nei Frâncio às vésperas das eleições seriam provenientes de transações de 2019. “Portanto, tudo que se vê agora é uma vã tentativa de sustentar a natimorta Operação Rustius”.

2ª fase da Rustius

Nesta terça (20), agentes da Polícia Federal deflagraram em Sorriso a segunda fase da operação Rustius, que investiga a arrecadação de verbas irregulares em campanha eleitoral. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juiz Eleitoral de Garantias do Núcleo I – TRE/MT. Entre os alvos estão duas empresas e uma residência.  

AIJE

Ação acontece às vésperas da realização de audiência de instrução de Ação de Investigação Eleitoral  (AIJE) contra o prefeito Alei Fernandes para apurar suposto abuso de poder econômico, caixa 2 e compra de votos nas eleições de 2024. Ação reúne as representações eleitorais propostas pelo Ministério Público e também pelo candidato derrotado Leandro Damiani (MDB).  

Testemunhas podem ser ouvidas nesta sexta (23), mas há um pedido para que audiência seja adiada em razão da complexidade do caso. Inquérito conta com mais de nove mil páginas. Desde o começo, a chapa capitaneada por Alei nega as acusações.

Caso Alei e o vice sejam condenados, poderão ter os mandatos cassados.

Caso

A investigação começou após a prisão de Nei Francio, em 03 de outubro do ano passado. Ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal no km 754, da BR-163, em Sorriso. Conforme boletim de ocorrência, o cabo eleitoral não obedeceu aos avisos luminosos e sonoros da viatura policial. Após parar o veículo, os agentes realizaram busca pelo veículo e encontraram uma caixa de papelão com R$ 300 mil em espécie. Questionado, Nei Francio não soube informar a origem do dinheiro.

“Considerando que Nei não soube comprovar a origem do dinheiro; Considerando que Nei é apoiador da campanha eleitoral do atual prefeito da cidade de Sorriso, tendo, inclusive, no veículo adesivo de apoio, que seu filho realizou doação de alto valor para a campanha eleitoral; Considerando o período eleitoral; a ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil e, em seguida, para a Polícia Federal, que apreendeu o valor em espécie e o aparelho celular de Nei, para realização de investigação”, diz trecho do registro policial.

Confira, abaixo, a íntegra da nota da defesa do prefeito Em respeito ao Poder Judiciário Eleitoral e à legislação processual, a defesa técnica do Prefeito eleito Alei Fernandes e de seu Vice Acácio Ambrosini tem o dever de respeitar o sigilo que foi imposto ao caso. De toda sorte, diante da manifestação da autoridade policial a respeito de uma cerebrina utilização de laranjas para pulverizar dinheiro alegadamente proveniente de caixa-dois, é necessário pontuar que isso tudo não passa de especulação sem qualquer lastro probatório concreto, especialmente que envolva a participação dos candidatos eleitos. Há certo tempo que os órgãos de investigação vêm sustentando essa narrativa, sem apresentar elementos concretos de quanto, como e porque recursos ou gastos eleitorais foram empregados na campanha. Tudo isso de maneira espalhafatosa e em prejuízo à condução municipal. É preciso dizer ainda que toda essa investigação decorre de uma busca de provas exploratória que possuía uma linha investigativa inventada por um PRF filiado ao partido do candidato derrotado Damiani. É a própria Polícia Federal que afirma: o dinheiro apreendido com Nei Frâncio decorre de transações que remontam ao ano de 2019. Portanto, tudo que se vê agora é uma vã tentativa de sustentar a natimorta Operação Rustius. Rodrigo Cyrineu, advogado.

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Link da Matéria – via RD News

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