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O delegado Tiago Pacheco, chefe da segunda fase da operação Rustius , revela a existência de indícios de que a chapa liderada pelo prefeito Alei Fernandes (União) teria utilizado laranjas e triangulação, através de candidatos a vereador, para supostamente pulverizar recursos de caixa 2 em sua campanha vitoriosa nas eleições do ano passado.
“Os indícios apontam que um candidato, utilizando uma empresa, teria realizado um empréstimo de valor superior ao teto permitido para utilização na campanha e esse valor teria sido pulverizado em quantias menores e enviados para contas de laranja de realizarem doações oficiais”, revela o delegado, numa referência a inquérito que tem entre os investigados o prefeito Alei e seu vice Acácio Ambrosini (Republicanos). Procurada, a defesa do prefeito, patrocinada pelo advogado Rodrigo Cyrineu, rechaça as acusações e garante a inocência de Alei e Acácio.
Investigação começou após, às vésperas da eleição, um apoiador de Alei ser flagrado com R$ 300 mil. Recursos foram apreendidos. Na operação de hoje foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em duas empresas e uma residência para subsidiar às investigações. Até agora, 17 pessoas foram formalmente indiciadas no inquérito.
Segundo o delegado, elementos colhidos durante a investigação apontam que o limite de gastos para a campanha eleitoral, estabelecido na legislação, foi ultrapassado na campanha do candidato a prefeito e que, por isso, foi necessária a utilização de artifícios para a não-computação destes gastos excedentes.
“O valor excedente teria sido utilizado em serviços não contabilizados ou em serviços contabilizados na prestação de contas de campanha de vereadores, uma vez que diversos cabos eleitorais que prestaram serviço para a campanha do candidato a prefeito foram declarados na prestação de contas de candidatos a vereador, fazendo um esquema de triangulação, na qual o valor era recebido pela campanha do candidato a vereador, mas era utilizado pela campanha do candidato a prefeito, de modo a burlar o sistema de fiscalização e de controle eleitoral”, frisa Tiago Pacheco.
Ainda segundo o delegado, responsável pelas investigações, alguns cabos eleitorais teriam sido pagos com dinheiro em espécie, assim como empresas pesquisas teriam prestado serviços não contabilizados. “Pessoas jurídicas teriam sido utilizadas nas doações ilegais. Dessa forma, teria ocorrido abuso do poder econômico na disputa eleitoral na cidade”.
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