
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) de Cuiabá deflagrou na manhã desta terça-feira (20) a Operação Ilusion, para tentar prender preventivamente o casal de empresários Márcio Nascimento, 49 anos e Eliza Severino, de 51 anos, responsáveis pela Imagem Eventos , que cancelou a festa de formatura de alunos dos cursos de Medicina do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), além de várias outras turmas. Os alvos ainda não foram localizados e agora são considerados foragidos.
Reprodução
Segundo a Polícia Civil, são cumpridas 20 ordens judiciais durante a operação, entre prisão preventiva do casal, também são cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, restrição administrativa em oito veículos automotores, suspensão de atividade econômica de empresas e o sequestro e bloqueio de R$7 milhões em bens e valores em contas bancárias dos quatro suspeitos e de suas empresas.
Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), após manifestação favorável da 18ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Cuiabá. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Maringá (PR) e de João Pessoa (PB), por policiais civis da Delegacia do Consumidor, com o apoio de unidades das Polícias Civis locais.
Os suspeitos são investigados por crime contra o patrimônio, crime contra as relações de consumo e associação criminosa, com penas que podem chegar aos 13 anos de prisão e multa.
A ação é uma resposta a centenas de vítimas que tiveram eventos de formatura cancelados no final de 2024. Como já informado pelo , alunos registram mais de 200 BOs contra empresa após calote em formatura.
A empresa, que encerrou suas atividades em Cuiabá no mês de janeiro deste ano, recebeu valores de centenas de formandos e seus familiares e deixou de cumprir os contratos, deixando diversas vítimas que tiveram seus sonhos destruídos, ficando sem suas celebrações de colação de grau e formatura.
O caso
Como já publicado pelo , o caso aconteceu no final de janeiro. A festa de formatura de uma turma de medicina ocorreria no dia 1º de fevereiro, com o investimento de R$ 1,2 milhão. O sonho, no entanto, virou pesadelo. Um dia antes, no dia 31 de janeiro, todos os formandos receberam uma mensagem do advogado da empresa informando que o baile seria cancelado.
As investigações, conduzidas pela Delegacia do Consumidor, apontaram que foram prejudicados aproximadamente mil formandos de mais 40 turmas de diversas universidades e faculdades em Cuiabá, Várzea Grande e cidades do interior dos Estados de Mato Grosso e de Rondônia, especialmente alunos de cursos de medicina, além turmas de escolas públicas e particulares. O prejuízo das vítimas ultrapassa o valor de R$7 milhões.
Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, nas investigações ficou claro que os empresários sabiam que não conseguiriam cumprir os compromissos firmados e planejaram o fechamento da empresa pelo menos quatro meses antes de efetivamente fecharem as portas.
“Os investigados fecharam novos contratos, exigindo pagamentos à vista, realizaram promoções, ocultaram mídias digitais de eventos que ainda não haviam sido entregues com o fim de serem comercializados posteriormente, tudo com a finalidade de levantar valores para fechar a empresa e deixar a cidade”, explicou o delegado.
Operação Ilusion
O nome da operação faz referência à ilusão que os responsáveis pelas empresas de formaturas criaram em centenas de formandos e seus familiares e amigos, que sonhavam com os seus eventos de colação de grau e de formatura, mas que tiveram que amargar a decepção e o prejuízo causado pelo encerramento inesperado das atividades da Imagem Eventos.
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