
Mesmo sendo extremamente populares no meio artístico, as canetas emagrecedoras, aquelas que prometem a redução de peso instantaneamente, ainda não caíram na graça da população em geral, ao menos é o que mostra o resultado da Enquete do realizada esta semana. Para a grande maioria dos leitores, o uso indiscriminado da caneta não é a opção mais correta na perda de peso.
Durante a semana passada, o questionou aos leitores “Com frequência, novas “canetas” emagrecedoras são lançadas no mercado com a promessa milagrosa de eliminar vários quilos rápido. Você já usou?” , nas opções, 70% dos internautas responderam que não utilizariam o método por acreditarem que o mesmo não seria a melhor saída para o combate a obesidade.
Apenas 8% respondeu que já tinha feito o uso dos produtos e obteve resultado satisfatórios.
Outros 22% afirmaram que nunca havia sequer buscado pelas canetas porque são muito caras.
As canetas subcutâneas fazem parte de uma classe de medicamentos que potencializaram a perda de peso. Os medicamentos simulam a ação de hormônios naturais que regulam o apetite e a saciedade. Eles agem em receptores do sistema nervoso central e retardam o esvaziamento gástrico. Com isso, a pessoa que usa o remédio tem uma menor sensação de fome ao longo do dia.
Venda sob receita
A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu em abril, tornar obrigatória a retenção de receita médica na venda das canetas emagrecedoras. Os medicamentos são prescritos para pacientes com diabetes tipo 2 e também são usados por quem deseja perder peso, mas somente sob pedido médico.
Uso indiscriminado
A sociedades brasileiras de Endocrinologia e Metabologia e de Diabetes divulgaram uma carta aberta no ano passado, defendendo a retenção de receita para a venda dos agonistas de GLP-1, nome técnico das canetas emagrecedoras.
Para as entidades, o uso indiscriminado gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso dos pacientes que realmente necessitam do tratamento.
De acordo com especialistas, o uso de emagrecedores sem acompanhamento médico e com a dosagem inadequada pode provocar náuseas, distensão abdominal, constipação ou diarreia.
O uso incorreto também pode agravar transtornos psicológicos e alimentares.

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