
A tribuna da Assembleia Legislativa (ALMT) foi usada, mais uma vez nesta quarta-feira (14), como palco de enfrentamento entre esquerda e direita, em um cenário de polarização. O embate ocorreu sobre o escândalo de R$ 6,7 bilhões descontados indevidamente de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre 2019 e 2024. A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto em 23 de abril deste ano.
Aliados e defensores do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), como Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani, acusaram o Governo Lula de ser um dos mais corruptos, além de direcionar críticas ao PT. “Qual foi o tijolo que o Lula colocou aqui em Mato Grosso neste mandato? O tijolo que ele colocou foi no bolso dos aposentados. Mais uma vez o Governo PT lameado em corrupção”, bradou Elizeu.
Montagem
“Quando se compara o Bolsonaro com o descondenado [Lula], é como comparar um crime de importunar baleia com Mensalão, comparar crime de cartão de vacina com o Petrolão […] A questão do INSS, começou em 2016 e o Bolsonaro, em 2019, fez uma Medida Provisória para impedir”, emendou Cattani.
O deputado Lúdio Cabral (PT), por sua vez, criticou o “debate raso” dos colegas ao transferir a culpa para o atual governo, sendo que os descontos iniciaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro. O escândalo foi descoberto neste ano. Para ele, a atual gestão não tem compromisso com irregularidades.
“Os deputados de extrema direita seguem tumultuando as sessões na Assembleia para propagar mentiras, prejudicando o debate de soluções para os problemas concretos da população de Mato Grosso. Ninguém aguenta mais”, reclamou ele.
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