
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) vê um caminho mais fácil para buscar a reeleição em 2026 do que em 2022, quando foi eleito após ficar oito anos sem mandato. Político experiente, o ex-governador e ex-senador brinca que está pronto para tudo, inclusive para nada.
“O futuro a Deus pertence. Meu nome está à disposição do partido para qualquer coisa. Reeleger a estadual, disputar a federal, ser governador o Estado, senador da República. Se eu tiver autorização dos filhos e dos amigos, talvez eu possa disputar uma reeleição para deputado estadual com mais facilidade do que na primeira eleição”, disse em entrevista ao Rdtv Cast, quando visitou a sede do .
Apesar de desejar buscar um novo mandato, Júlio ressalta que ele e o irmão e senador Jayme Campos – pré-candidato ao Governo – não vivem da política, por isso, não teriam problemas em fazer uma “pausa estratégica”, se necessário.
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Deputado estadual Júlio Campos (União) concede entrevista à jornalista Greyce Lima no Rdtv Cast
Júlio ressalta que ele e o irmão são empresários dos ramos do agronegócio e imobiliário, respectivamente, e que vão decidir no tempo certo qual caminho irão tomar nas eleições do ano que vem.
“A gente [Jayme e eu] não vive de política. Se tiver que parar, paramos. Eu já parei duas vezes. Parei e cuidei das minhas coisas. Ganhei mais dinheiro e gastei menos, porque a política é custo, mas estamos prontos. Se precisar, chame o Júlio”, brincou.
A tendência é que Júlio encare a disputa pela reeleição, possivelmente encarando uma eleição acirrada, tendo em vista que o União – que já tem quatro deputados (Júlio, Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Eduardo Botelho) – firmou federação com o PP de Paulo Araújo.
Com isso, se não houver acomodações, aproveitando a janela partidária, o União deverá ter uma chapa competitiva, mas que impõe muitos desafios aos mandatários para garantir a reeleição.
Em relação a Jayme, a equação é ainda mais complexa. Ele seria o candidato natural à reeleição pelo União, mas o governador e correligionário Mauro Mendes também é pré-candidato ao Senado. Diante disso, Jayme tem colocado o nome à disposição para o Governo.
O problema é que o grupo liderado por Mauro tem defendido o nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o que pode provocar um racha no União. Por enquanto, oficialmente, os políticos têm pregado diálogo e dito que as eventuais candidaturas só terão desfecho em 2026.

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