Justiça autoriza uso de provas da PF em ação que pode cassar Alei Fernandes

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 A Justiça Eleitoral autorizou o compartilhamento das provas  da Operação Rustius, da Polícia Federal, na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pode resultar na cassação do mandato do prefeito de Sorriso   Alei Fernandes (União Brasil), por suspeita de caixa dois na campanha de 2024. A decisão, proferida  pela juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, da 43ª Zona Eleitoral de Sorriso, atendeu   pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Na decisão, a magistrada  determinou sigilo no processo. Com isso, o acesso aos autos ficou  restrito a Alei Fernandes, ao autor da ação, Leandro Damiani (MDB), segundo colocado na disputa pela Prefeitura de Sorriso e MPE. Ney Pinheiro/Romalo Bessa

Alei Fernandes e Acácio Ambrosini empossados prefeito e vice-prefeito de Sorriso

As investigações contra o prefeito de Sorriso tiveram início dias antes da eleição  a partir da  apreensão de R$ 300 mil em espécie. O dinheiro estava em poder do agricultor Nei Francio, apoiador de Alei Fernandes durante a campanha.

O MPE aponta que a análise do celular de Nei Francio  revelou diversas mensagens que indicam  possível esquema de arrecadação ilegal para a campanha. Neste contexto, ele atuava como uma espécie de coordenador financeiro informal, com a função de arrecadar  doações com empresários sem qualquer registro oficial.

Para o MPE, os R$ 300 mil apreendidos com Nei Francio eram parte  seriam usados para abastecer o caixa dois da campanha de Alei Fernandes. Além disso, a ação pontua que a apreensão do dinheiro, sem origem declarada, comprova arrecadação ilícita.

“Há indícios claros de uso de recursos não declarados e de caixa dois na campanha”, afirma a ação, que também destaca a  prisão em flagrante de Nei Francio em 03 de outubro. O dinheiro foi encontrado com o produtor rural estava em maços de notas de R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200.

Além da cassação do registro de candidatura de Alei Fernandes e vice Acácio Ambrosini (Republicanos), a ação de Damiani traz outros dois pedidos. São eles, aplicação de multa e inelegibilidade por 8 anos.

 

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Link da Matéria – via RD News

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