
Dias após a divulgação de um prejuízo bilionário em 2024, os Correios suspenderam férias e trabalho remoto dos funcionários. Em circular obtida pelo Metrópoles, a empresa diz estar traçando estratégias para ampliar receitas e gerar novos negócios, ao mesmo tempo em que implementa um plano de redução de despesas.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O objetivo das medidas, segundo a direção, é otimizar processar, aumentar eficiência e reforçar a capacidade de investimento da empresa.
“Estamos diante de um desafio importante: a necessidade de reduzir despesas. Ao mesmo tempo, temos a oportunidade de, mais uma vez, provarmos a força e a resiliência da nossa empresa. Para isso, cada um de nós é uma peça fundamental nesse processo”, diz o documento.
Segundo os Correios, entre as explicações para o resultado negativo de 2024, está o fato de que somente 15% das mais de 10,6 mil unidades de atendimento registraram superávit (quando as receitas superam as despesas).
“Ainda que 85% das unidades sejam consideradas deficitárias, os Correios garantem o acesso universal de todas e todos aos serviços postais, com tarifas justas, em cada um dos 5.567 municípios atendidos”, afirmou a empresa.
A companhia informou, por outro lado, que houve um investimento de R$ 830 milhões em 2024. Desde que a nova gestão assumiu, segundo os Correios, foram investidos R$ 1,6 bilhão.
Nos últimos 2 anos, foram investidos R$ 698 milhões na compra de novos veículos e R$ 600 milhões em gastos com manutenção da infraestrutura operacional.
Entenda
Os Correios encerraram o ano de 2024 com um prejuízo expressivo de R$ 2,6 bilhões, o que representa um aumento de quatro vezes em relação ao déficit registrado no ano anterior, que foi de R$ 597 milhões. Este resultado marca a primeira vez, desde 2016, que a estatal apresenta um rombo bilionário em suas operações. Na ocasião, o prejuízo havia sido de R$ 1,5 bilhão, valor que, corrigido pela inflação, corresponderia atualmente a R$ 2,3 bilhões.

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