
Investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá revelaram que o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva observou a rotina do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Renato Gomes Nery, antes da execução do crime. Alex é apontado como o homem que atirou no advogado. O crime aconteceu em julho do ano passado.
Alex é caseiro da chácara do 3º sargento da Força Tática, Heron Teixeira Pena Vieira . Os dois foram indiciados por homicídio qualificado pela promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. De acordo com as apurações, o policial militar foi o intermediário contratado para fazer o “serviço”. Ele conseguiu a arma de fogo usada no homicídio e foi quem repassou a arma para o caseiro da chácara, que pilotou a motocicleta Honda Fan até o local do crime e efetuou os disparos que atingiram o advogado.
Rodinei Crescêncio/Montagem
Segundo os delegados Caio Albuquerque e Bruno Abreu Magalhães, da DHPP, com base em imagens de câmeras de segurança, os investigadores descobriram que, no dia 4 de julho, dia anterior ao crime, o caseiro parou com sua moto próximo do escritório do advogado, em horário idêntico e no exato local de quando aconteceu o homicídio. Ele estava em uma moto Honda Fan preta.
“[O Heron] confessou o crime e entregou o caseiro. Nos contou que ele [Alex] observou a rotina do Renato por vários dias. O Alex parou um dia antes na porta do escritório do Renato, esperando o Renato. Então o Renato poderia ter morrido um dia antes”, salienta o delegado Caio Albuquerque.
As provas demonstraram que o crime foi premeditado e a intenção era assassinar o advogado no dia 4. Mas, por algum motivo alheio, o crime não se consumou no dia planejado, provavelmente devido a alguma circunstância inesperada.
Ainda conforme os delegados, o crime foi planejado desde abril de 2024. “Em abril o Heron alugou sua chácara e viajou para Primavera do Leste para tratar do assunto com um dos presos, o Jackson. Então em abril, mais ou menos, começaram as tratativas do crime”, explica.
Mandantes presos
Na última sexta-feira (09), o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, suspeitos de serem os mandantes do assassinato do advogado Renato Nery, foram presos em Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá). Eles chegaram na Capital no mesmo dia.
Cesar está detido na Penitenciária Central do Estado (PCE) e Julinere está na Penitenciária Feminina Ana Maria Do Couto.
Outras prisões
Como já publicado pelo , os policiais Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira foram indiciados por suspeita de elo em um falso confronto no Contorno Leste, em Cuiabá. Os suspeitos teriam forjado esse confronto para plantar a arma utilizada no assassinato de Nery.
Além deles, também estão presos: os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos , por suspeita de intermediação no homicídio de Renato Nery.
Caso
Renato Nery morreu aos 72 anos atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na porta de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio do ex-presidente da OAB-MT.
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