
Os descontos indevidos na aposentadoria do senador Jayme Campos (União Brasil) continuam repercutindo no Senado. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, disse que o colega mato-grossense estava sendo “tungado” pelos fraudadores do INSS.
Edilson Rodrigues/Agência Senado
“Fazem 8 meses que estava sendo tungado em R$ 89. Estão tomando dinheiro até do senador da República”, disse Rogério Marinho, arrancando risos até do própria Jayme.
Tungado é uma expressão nordestina. O termo pode ser usado em contextos populares para indicar que alguém foi enganado, iludido ou ludibriado.
Vítima dos descontos indevidos, Jayme assinou requerimento que pede a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso. Segundo ele, é papel do Congresso Nacional também dar resposta as fraudes que lesaram os aposentados e pensionistas, com o acionamento de seus mecanismos de investigação.
“É um escarnio que estão praticando contra milhões de brasileiros, que precisam desses recursos, que parecem insignificantes mas muito importante para a sobrevivência dessa parcela da população”, apontou o senador, convencido de que é preciso aprofundar nas investigações, paralelo ao trabalho que vem sendo feito pela Policia Federal e Controladoria Geral da União (CGU).
Quem trouxe o caso de Jayme à público foi a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Inclusive, prometeu trabalhar para colocar todos os fraudadores na cadeia.
“Os caras estão tomando dinheiro até de um senador da República. Se descontaram de um senador, imagina de um idoso analfabeto do interior? Imagina de um indígena?”, disse Damares. “Eu vou fazer disso meta da minha vida. Todos eles vão pra cadeia”, completou.
Fraudes
A Operação Sem Desconto da Polícia Federal, realizada no último mês, indica um esquema bilionário de desvio de recursos de aposentados do INSS entre 2019 e 2024. Há denúncias, porém, de que os desvios começaram antes de 2019. Segundo as investigações, associações e sindicatos suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontados dos benefícios, sem autorização das pessoas. O prejuízo pode passar de R$ 6 bilhões no período investigado.
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