
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ironizou nessa terça-feira (06), a portaria assinada pela Governo Federal, que estabelece o percentual mínimo de 3% das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, a serem destinadadas a pessoas em situação de rua e com trajetória de rua em operações contratadas com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
O documento foi oficializado no mês passado. A medida irá custear 100% das moradias em 38 cidades, incluindo todas as capitais brasileiras e municípios com mais de 1.000 pessoas em situação de rua cadastradas conforme sistema CadÚnico.
Rodinei Crescêncio
Neste cenário, Abilio foi questionado se tinha conhecimento da portaria e quais medidas a Capital adotaria para atender esse público. O gestor, então, sinalizou que o presidente da República Lula (PT) não desenvolve nenhum projeto habitacional em Cuiabá e não tem legitimidade para cobrar percentual mínimo de casas a serem destinadas.
“O Governo Lula tem que construir as casas. Não tem nenhuma casa do Governo Lula construída aqui em Cuiabá. Nenhuma. Não tem nenhuma casa nova do Lula construída aqui. Como não tem, como que vai cobrar tantos por cento para o morador de rua? Primeiro, ele tem que construir as casas e fiscalizar as que constrói”, disparou.
O liberal ainda reiterou a necessidade de fiscalização do Governo Federal para evitar que os beneficários vendam os imóveis. Ele citou o caso recente registrado em Várzea Grande, do comércio ilegal de apartamentos entregues pelo presidente, no ano passado.
“Não fiscaliza, não monitora o sorteio, a distribuição. Eu acho que se ele estiver cuidando do programa Minha Casa, Minha Vida, que nem está cuidando do INSS, está todo mundo ferrado, até os moradores de rua”, emendou.
Para participar a pessoa deve estar inscrita no CadÚnico, ter histórico de pelo menos 6 meses em situação de rua registrado pelo município, ser acompanhado por serviços de assistência social e possuir autonomia suficiente para viver de forma independente.
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