
Filiada ao PL, partido que usa o discurso de combate à corrupção para conquistar o eleitorado, a presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil, adota cautela em relação ao vereadores Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000 (PL), investigados pela Operação Perfídia da Polícia Civil. Segundo ela, não cabe à presidência da Casa fazer nenhum pré-julgamento.
Os dois vereadores estão afastados do cargo, proibidos de acessar as dependências da Câmara e com os salários suspensos por determinação da Justiça. Sargento Joelson e Chico 2000 são suspeitos de receber propina para favorecer a empresa responsável pelas obras do Contorno Leste.
Marinara Lemes
“Enquanto presidente da Câmara Municipal de Cuiabá e como vereadora, preciso ter transparência e estou tendo transparência no decorrer da operação. Desde o momento que eu fui notificada aqui na Casa, na semana passada, estou aguardando os desdobramentos da investigação. Não posso fazer um pré-julgamento, estou aguardando e assim que tiver a informação de maneira oficial, porque até agora não tive acesso aos autos do processo, vou tomar providências”, disse Paula Calil, na manhã desta terça-feira (06).
A vereadora lembrou que o fato sob investigação aconteceu na legislatura anterior. No entanto, promete dar resposta à sociedade.
“Aconteceu na legislatura passada, claro que a operação se deu agora, na atual legislatura, mas nós vamos com certeza dar uma resposta à sociedade, vocês podem ficar tranquilos quanto a isso. Eu me preocupo desde o primeiro momento em ter transparência, em ter compromisso e legalidade. Nós vamos dar um retorno à sociedade de Cuiabá”, completou, lembrando a necessidade de obedecer aos tramites legais.
Questionada se a situação reforça a pecha de Casa do Horrores levada pela Câmara de Cuiabá, Paula Calil admite que a exposição dos fatos é ruim para a imagem da Casa. No entanto, pontua que cada vereador é responsável por seus atos.
“Claro que é ruim ir para Casa, mas cada um vai responder de acordo com os seus atos ou supostos atos. A gente está aqui aguardando. É ruim, mas eu não gostaria que colocasse a Câmara Municipal como Casa dos Horrores porque nós sempre prezamos pela legalidade, pela transparência. Esse é o nosso trabalho, de forma sempre muito coerente e séria”, concluiu.
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