
Um morador de Campo Novo do Parecis (a 391 km de Cuiabá), que não teve a identidade revelada, foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Fake Monster, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, neste sábado (3). O suspeito é investigado pelo suposto envolvimento em um grupo que pretendia promover um ataque à bomba no show da cantora Lady Gaga, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos estavam recrutando pessoas para participarem do ato, inclusive adolescentes, para promover ataques com uso de explosivos improvisados e coquetéis molotov. Os alvos dos criminosos eram crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+. Reprodução/Globo
Apresentação da cantora Lady Gaga em Copacabana, na noite deste sábado (3).
Além do mato-grossense, outras 8 pessoas foram alvos na operação sendo dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias e Macaé, no Rio; Cotia, São Vicente e Vargem Grande Paulista, em São Paulo; São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul. O trabalho contou com o apoio de policiais civis destes estados. Nos endereços dos alvos, foram arrecadados dispositivos eletrônicos e outros materiais que serão analisados, a fim de robustecer as investigações.
A “Operação Fake Monster” foi planejada a partir de uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O plano era tratado como um “desafio coletivo”, com o objetivo de obter notoriedade nas redes sociais. Um homem, líder do grupo, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no Rio Grande do Sul e um adolescente foi apreendido por armazenamento de pornografia infantil no Rio.
Os alvos da operação atuavam em plataformas digitais, promovendo a radicalização de adolescentes, a disseminação de crimes de ódio, automutilação, pedofilia e conteúdos violentos como forma de pertencimento e desafio entre jovens. O alerta partiu da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Polícia Civil, que motivou a elaboração de um relatório técnico pelo Ciberlab da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do MPSP.
Como desdobramento da operação, na tarde deste sábado, os agentes também foram a Macaé para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um indivíduo que também planejava ataques. Ele ameaçava matar uma criança ao vivo, e responde por terrorismo e induzimento ao crime.
A operação foi deflagrada para neutralizar as condutas digitais que vinham sendo articuladas, com potencial risco ao público do evento, sem que houvesse qualquer impacto para os frequentadores. O trabalho foi executado com discrição e precisão, evitando pânico ou distorção das informações junto à população.
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