
O governador Mauro Mendes (União Brasil) comentou a Operação Perfídia, que resultou no afastamento pela Justiça dos vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB) por envolvimento em suposto esquema de propina para favorecer empresa responsável pelas obras do Contorno Leste. Segundo ele, a Polícia Civil vai investigar agentes político que cometem crimes contra o patrimônio público “doa a quem doer”.
Rodinei CrescêncioRdnews
“Toda vez que tem uma operação, eu lamento porque continuam acontecendo problemas de desvio [de recursos públicos]. Parabenizo as forças de segurança, a Polícia Civil, que está investigando e, dor a quem doer, tem que investigar”, disse Mauro Mendes, na manhã desta quarta-feira (30).
Mauro Mendes também defendeu que os vereadores afastados tenham o direito a ampla defesa garantido. Entretanto, disse que merecem ser processados caso tenham cometido algum ilícito.
“Que sejam feitas [as investigações], garantido a todos o direito de defesa. Mas é papel da polícia investigar, do Ministério Público denunciar e do Judiciário recepcionar essas denúncias. Tudo precisa ser levado aos critérios da lei, às consequências daquilo que os agentes públicos fazem. Nenhum cidadão pode estar acima da lei”, completou. Todos têm que ser processados se cometer alguma coisa errada”, completou.
Operação Perfídia
Investigação aponta que os vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson teriam cobrado propina de empresa responsável em obra do Contorno Leste.
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Reprodução
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado, a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste, propina para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.
Uma parte dos valores foi depositada em conta indicada por um dos vereadores, e há indícios de que a outra parte tenha sido paga em espécie ao parlamentar, no interior de seu gabinete na Câmara, onde as negociações teriam ocorrido.
Nesta terça-feira (29) foram cumpridas 27 ordens judiciais, sendo mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis, em desfavor de cinco investigados.
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