
O segundo suplente do PL Rafael Yonekubo, líder da Direita Mato Grosso e aliado do prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) assumirá a vaga do titular Chico 2000, que foi afastado do cargo por decisão judicial , suspeito de envolvimento em esquema de corrupção. A definição aconteceu após Rafael se reunir com o primeiro suplente Fellipe Corrêa, que atua como secretário de Agricultura e Trabalho e atendeu o pedido do prefeito para seguir na pasta para dar continuidade aos trabalhos que está executando.
“Temos muito trabalho a fazer e, a princípio, vou permanecer na secretaria para dar encaminhamento nas missões que recebi do prefeito e são prioritárias para Cuiabá. Nestes primeiros dias irei oportunizar ao Rafael Yonekubo exercer o mandato”, disse Fellipe em entrevista ao .
Ao portal, Yonekubo, que teve 1.158 votos no ano passado, ressalta que hoje vai tomar pé da situação e que aguarda ser chamado pela Câmara para apresentar a documentação e ser empossado. Ele ressalta que, apesar das circunstâncias de sua posse, está feliz porque está na luta há 12 anos. “Por ora eu vou tentar fazer o mandato da melhor forma possível e atender a expectativa das pessoas que sempre acreditaram em mim e sonharam junto comigo”.
Ontem (29), em conversa com a imprensa, Abilio defendeu a importância de Fellipe neste momento dentro da pasta e que ainda há possibilidade da concessão de liminar, devolvendo o mandato a Chico. Com isso, poderia causar um transtorno na secretaria diante deste impasse. “Eu penso que talvez o Fellipe deva se manter na Secretaria”.
“Porque a qualquer momento pode ter uma outra liminar e os vereadores podem voltar, não sei como está essa situação, se é questão contínua, de curto prazo e a gente está com o Fellipe lidando com alguns assuntos […] qu estão tendo impacto na Feira do Porto, que impactam nas feiras livres. Vou conversar com ele, de repente nesse espaço, ele fica dando espaço para que outras pessoas assumam temporariamente, até que a gente tenha uma definição melhor”, comentou o prefeito.
Chico é investigado por suposto envolvimento em um esquema de corrupção e recebimento de propinas em execução de obras públicas na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Ele negou participação no esquema e afirmou que não teme ser preso com o avanço das investigações. Além disso, também rejeitou ter feito qualquer tipo de lobby para o parcelamento de dívidas do Executivo.
O caso
Investigação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) aponta que os vereadores Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000 (PL) teriam cobrado propina de empresa responsável em obra do Contorno Leste. Os parlamentares foram alvos da Operação Perfídia, na manhã desta terça-feira (29).
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado, a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste, propina para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.
Uma parte dos valores foi depositada em conta indicada por um dos vereadores, e há indícios de que a outra parte tenha sido paga em espécie ao parlamentar, no interior de seu gabinete na Câmara, onde as negociações teriam ocorrido.
Ao todo, 27 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis, foram determinadas pela magistrada do Núcleo de Inquérito Policial (Nipo) de Cuiabá, Edna Ederli Coutinho , contra os dois vereadores afastados e os outros três alvos da operação – José Márcio da Silva Cunha, Glaudecir Duarte Preza, e Jean Martins e Silva – apontados como sendo um empresário e dois funcionários da empresa supostamente envolvida no esquema.
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