Por maioria, Câmara de Várzea Grande aprova contas de Kalil Baracat

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A Câmara de Várzea Grande aprovou as contas do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), referente aos anos de 2021, 2022 e 2023. As três apreciações ocorreram no plenário das deliberações, durante sessão ordinária dessa segunda-feira (28). As aprovações ocorreran por maioria dos votos, tendo apenas o vereador Caio Cordeiro (PL) se posicionado de forma contrária.  Rodinei Crescêncio/Rdnews

O ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat: contas aprovadas pela Câmara de Vereadores

Caio foi contra o parecer favorável emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Segundo o vereador, os motivos para o voto contrário são embasados em uma série de irregularidades contábeis, má aplicação de recursos e falhas graves de gestão, especialmente na área da educação.

“No ano de 2021, por exemplo, Kalil investiu apenas 59,61% dos recursos exigidos do FUNDEB, quando o mínimo legal é de 70%. Justificou com a pandemia, mas o Ministério Público de Contas não aceitou essa desculpa. Aprová-las seria premiar um gestor que não investe o suficiente em Educação”, destacou Caio.

Em relação ao ano de 2022, os relatórios apontam que houve falhas na prestação de contas, com registros defeituosos e falta de transparência. Para o parlamentar, isso compromete o controle social e impede uma fiscalização eficiente dos gastos públicos.

Já nas contas de 2023, foram identificados 13 achados de auditoria, sendo quatro de natureza gravíssima e cinco de natureza grave. Entre os principais problemas, estão: descumprimento da aplicação mínima de 25% em Educação; manipulação de dados da Dívida Ativa; omissão de dívidas com precatórios; superestimação de receitas e gastos sem fonte de recurso; e falta de transparência no andamento do IPTU e arrecadação real abaixo do previsto.

“Não posso aceitar um gestor que infla números, omite dados e não cumpre a lei. Meu compromisso é com a verdade e com a população de Várzea Grande. Votei ‘não’ nas três prestações de contas porque seria uma afronta ao bom uso do dinheiro público aprová-las”, finalizou Caio Cordeiro.

A votação teve destaque por evidenciar a postura firme de parlamentares que exigem responsabilidade fiscal e transparência nas gestões municipais. Nas contas de 2021, o placar foi de 17 favoráveis, 4 abstenções, 1 ausente e 1 contrário. Nas contas de 2022, o placar se repetiu como nas de 2021. Já na de 2023, o placar foi de 17 favoráveis ao parecer do TCE, 5 abstenções e 1 voto contrário. (Com informações da assessoria)

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Link da Matéria – via RD News

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