Juíza manda recolher passaporte de vereadores; veja nomes de todos os alvos

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A juíza do Núcleo de Inquérito Policial (Nipo) de Cuiabá, Edna Ederli Coutinho, além de afastar os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB) do cargo público, por suposto esquema de corrupção e recebimento de propinas em execução de obras públicas na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), impôs cautelares como a proibição de deixar o país e a obrigatoriedade de entrega do passaporte no prazo de 24 horas. Ela atendeu representação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), no âmbito da Operação Perfídia, deflagrada nesta terça-feira (29). Montagem/Rdnews

Câmara de Cuiabá foi alvo de busca e apreensão nesta terça (29); Sargento Joelson e Chico 2000 (no detalhe, à direita), foram alvos

As 27 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis, foram determinadas pela magistrada contra os dois vereadores afastados e os outros três alvos da operação – José Márcio da Silva Cunha, Glaudecir Duarte Preza, e Jean Martins e Silva – apontados como sendo um empresário e dois funcionários da empresa supostamente envolvida no esquema.

O afastamento do vereadores deve perdurar enquanto durarem as investigações. Ainda sobre as medidas cautelares, Chico e Joelson estão proibidos de frequentarem a Câmara Municipal, a empresa HB Construções Eireli, canteiros de obras e principalmente as obras do Contorno Leste; também não devem manter contato entre si ou com outros conhecedores dos fatos sob apuração; e estão vetados de deixarem Cuiabá e se ausentarem do país – além de deverem entregar os passaportes.

Arte: Annie Souza

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado propina a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.

Uma parte dos valores, segundo as investigações, seria depositada em conta indicada por um dos vereadores, e há indícios de que a outra parte tenha sido paga em espécie ao parlamentar, no interior de seu gabinete na Câmara, onde as negociações teriam ocorrido. O nome da operação – Perfídia – significa ação para enganar ou que contraria o que foi afirmado ou prometido.

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Link da Matéria – via RD News

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