
O vereador por Cuiabá Chico 2000 (PL), afastado do cargo por decisão judicial, no âmbito da Operação Perfídia, garantiu que não recebeu propina da empresa responsável pelas obras do Contorno Leste para viabilizar aprovação de matéria legislativa que possibilitou realização de pagamento pela Prefeitura. Segundo ele, suas ações na Câmara Municipal sempre foram republicanas.
“A evidência disso é o certificado de transparência que nós recebemos do Tribunal de Contas. Certificado Ouro e Diamante pelos dois anos da minha gestão”, disse Chico 2000, que presidiu a Câmara de Cuiabá no biênio 2023-2024.
Donatto Aquino
Chico 2000 ainda afirmou que não teme ser preso com o avanço das investigações. Além disso, negou ter feito lobby por parcelamento de dívidas do Executivo.
“Olha, eu só temo a Deus, a mais ninguém. E vou repetir, quem não deve, não teme”, completou.
Por considerar o afastamento desproporcional, Chico 2000 promete recorrer. No entanto, diz que tem obrigação de cumprir a decisão judicial enquanto estiver vigente.
“Vejo como medida desproporcional [o afastamento] e se vocês tiverem acesso à decisão que culminou nesse afastamento, vocês verão que ela é desproporcional. Eu quero deixar claro que decisão judicial a gente discute lá no Judiciário. Até que essa discussão seja feita, nós temos a obrigação e o dever de cumpri-la”, concluiu.
Como já publicado pelo , nesta manhã a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou a Operação Perfídia, que apura cobrança de propina em obras do Contorno Leste. Foram alvos os vereadores Sargento Joelson e Chico 2000. A ação culminou no afastamento dos dois parlamentares. Nas cadeiras deles, devem assumir o líder comunitário Gustavo Padilha (PSB) e o secretário de Agricultura e Trabalho de Cuiabá, Fellipe Corrêa (PL).
Operação Perfídia
A investigação da Deccor aponta que os vereadores Sargento Joelson e Chico 2000 teriam cobrado propina de empresa responsável em obra do Contorno Leste.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado, a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste, propina para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.
Uma parte dos valores foi depositada em conta indicada por um dos vereadores, e há indícios de que a outra parte tenha sido paga em espécie ao parlamentar, no interior de seu gabinete na Câmara, onde as negociações teriam ocorrido.
Nesta terça, foram cumpridas 27 ordens judiciais, sendo mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis, em desfavor de cinco investigados.
Além de Sargento Joelson e Chico 2000, que foram afastados, também foram alvos um empresário e dois funcionários da empresa envolvida.
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