
O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves , suspeito de intermediar venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e em gabinetes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), avalia a possibilidade de fazer um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). É o que revela reportagem assinada pelo jornalista José Marques, da Folha de S. Paulo.
Andreson está preso desde novembro do ano passado, no âmbito da Operação Sisamnes , que apura suposto esquema de vendas de sentenças em Mato Grosso . Ele estava detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, mas criticou a alimentação da unidade, alegou passar fome, pediu prisão domiciliar e acabou transferido para Penitenciária Federal de Brasília , em março deste ano.
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Segundo a reportagem publicada nesta segunda-feira (28), existe a disposição para tentar um acordo, ainda uma possibilidade em estágio embrionário. A ideia começou a ser levantada nos últimos 15 dias.
Procurada pela Folha de SP, a PGR afirma que não comenta “supostos acordos de colaboração” porque “esses procedimentos são, por natureza, sigilosos”. Também procurado, o advogado de Andreson, Huendel Rolim, afirma que só se manifesta nos autos do processo, que estão sob sigilo.
As investigações que chegaram às suspeitas sobre o STJ começaram após o homicídio do advogado Roberto Zampieri , ocorrido em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Com aceso ao celular do jurista, a Polícia Civil descobriu o suposto esquema.
O caso levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a afastar dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. As mensagens também mencionam suposto esquema de venda de sentença no STJ.
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