
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) defende que a prefeitura, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, atue na segurança da Parada da Diversidade, contudo deixou claro que não concorda com o evento. Segundo o gestor, por se tratar de um ato público e com aglomeração de pessoas, a administração deve ajudar na organização.
“Se for ter um evento público, seja marcha para Jesus, seja parada gay, seja qualquer evento público que tenha concentração de pessoas e risco à mobilidade ou risco à segurança das pessoas, a prefeitura tem que auxiliar qualquer um que seja, não importa. Acho que não cabe a mim fazer uma avaliação do tipo do evento, se a lei permitir, se ela destinar emenda é decisão dela”, disse à imprensa nesta quinta-feira (24).
A fala de Abilio faz referência a declaração da vereadora Baixinha Giraldelli (PSD) que pretende destinar suas emendas parlamentares para a realização de uma Parada LGBT+ na região do bairro Pedra 90. Conforme a parlamentar, esta era uma de suas promessas de campanha e pretende executá-la. “É um compromisso meu de campanha. Eu não faço distinção entre ninguém. Para mim, todos são filhos de Deus”, disse Baixinha.
Ao comentar a decisão da vereadora, o prefeito deixou claro que a emenda parlamentar é um instrumento impositivo da Câmara Municipal e que os vereadores possuem autonomia para destinar como quiserem e que não cabe a ele interferir.
“A única coisa que cabe é quando a emenda parlamentar não for algo lícito. Se for fugir do processo lícito, aí a gente não tem o que fazer. Agora, se ela empenhar para essa atividade, é atitude discricionária dela, eu não tenho que impedir. […] A participação é do meu interesse pessoal, se eu vou ou não. Nesse caso não. Não coaduna com meus valores”, concluiu.
A polêmica
Na quinta (24), a vereadora destacou que a cidade de Cuiabá é extensa e que o Pedra 90, localizado em uma das regiões mais afastadas do centro, merece atenção especial e que atualmente a Parada LGBT+ acontece somente na região central da capital. Para a vereadora, é necessária a descentralização do evento para valorizar a diversidade nas periferias. Ela ainda assegurou que provavelmente no próximo ano deve destinar uma parte de suas emendas parlamentares para a realização do evento, já que neste ano não tem recursos disponíveis.

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