
Alexandre Pires, de 49 anos de idade, está cheio de novidades: o Mineirinho acaba de lançar a primeira parte do álbum Pagonejo Bão, com sua interpretação de atuais sucessos sertanejos e repleto de participações. A estreia da turnê será no sábado (26), com show no Rio de Janeiro.
@leolimaphotographer
O projeto vai emendar com a retomada de sua carreira internacional, no segundo semestre. Além disso, se prepara para a chegada de seu primeiro neto, da gravidez da filha Carol, que está no sexto mês da gestação.
“Eu falo muito ‘minha filha, o tempo que não tive para você, vou ter para o meu neto’. Trabalhei muito nesta vida, fiz viagens para lá e para cá. A expectativa é bem boa de viver este momento diferente para a família toda”, celebra.
Alexandre também está empolgado em tirar o projeto sertanejo do papel após seis anos de idealização. “O sertanejo sempre foi minha verdade. Eu sou de Uberlândia (MG), convivi minha vida toda com sertanejo, e com artistas da cidade. Alguns, viraram sucesso, fomos parceiros de composição e trabalhamos juntos”, relembra.
Por enquanto, o volume 1 tem hits de Lauana Prado, Zé Neto & Cristiano, Marilia Mendonça, entre outros. As próximas partes terão “modões”, com regravações de ícones como Milionário & José Rico, Chrystian & Ralf, além de sucessos de Bruno & Marrone, Edson & Hudson, Matogrosso & Mathias e vários outros.
“Nunca imaginei um dia conhecer Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo… e tive o privilégio de cantar com esses artistas [ao longo da carreira]. Talvez, do pagode, eu seja o artista que mais gravou música sertaneja. Me atrevo a dizer que participei mais de projetos sertanejos do que de pagode”, acredita ele, creditando o ranking às suas mais de dez parcerias no gênero.
Uma das apostas de Alexandre Pires para o projeto é a regravação de Facas, de Diego & Victor Hugo. “Regravei porque, para mim, dos últimos tempos, é a música popular mais bonita. É uma canção que acho que qualquer pessoa poderia cantar”, avalia.
O cantor atribui seu sucesso à capacidade de inovar. “A vida é assim, e tem que se reciclar. Principalmente nos dias de hoje para um artista como eu, dos anos 90. Mas posso dizer que já fiz muitas coisas inesperadas, como gravar como artistas internacionais do universo latino, Ivete Sangalo, e artistas como Djavan, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Seu Jorge… os grandes orixás da música brasileira participando de um projeto meu [O álbum DNA Musical, de 2017]. Nunca me limitei ao posso ou não fazer”, avalia.
Alexandre Pires também prepara sua retomada da carreira internacional, agora sob o guarda-chuva do empresário Dody Sirena. “Minha verdade também é a música latina, a música romântica, o que me levou para muitos países. Conquistei espaço e coisas inesperadas cantando um outro gênero totalmente diferente do que eu fazia com o Só Pra Contrariar na época. Aquilo me encorajou”, acredita.
Ele também fala que, apesar de ser fã de Dody, achava improvável trabalhar com o empresário. “Sempre admirei a carreira, a postura e o jeito como Dody enxerga o mercado no Brasil, mas nunca imaginei que fosse trabalhar com ele. Ele foi empresário de Emílio Santiago, que para mim é o maior cantor do Brasil de todos os tempos, e do rei da música, que é o Roberto Carlos. A gente tem um lindo e longo caminho a trilhar não só no Brasil, mas já existe um plano para retomar meu trabalho latino no segundo semestre. Dody tem um grande know-how e é um cara querido e respeitado pelo mercado internacional”, acredita.

Faça um comentário