
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reclamou da visita de uma oficial de Justiça ao leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) , no Hospital DF Star, na última terça-feira (22), onde seu correligionário do PL, ex-presidente da República Jair Bolsonaro, está internado, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos são referentes à ação penal a que Bolsonaro responderá no inquérito da trama golpista.
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Na visão de Abilio, faltou bom-senso na notificação, já que Bolsonaro está uma UTI, devido a uma cirurgia decorrente das complicações originadas da facada sofrida em 2018, durante a campanha presidencial: “Quando começa a ultrapassar esse limite, ele não se trata mais nem só de esquerda e direita, eu acho que trata-se sobre uma questão do direito e aplicação da justiça”.
“Eu acho que dava para ter esperado um pouquinho e fazer a notificação no momento certo. O cara não está fugindo, o cara não está fazendo nada, o cara está sendo solicito ao Poder Judiciário, até durante o julgamento ele foi lá na STF, durante o julgamento, então não tem porquê fazer esse tipo de procedimento”, disparou.
Abilio reiterou que o espaço hospitalar deveria ser um ponto de equilíbrio, isento de interferências, para a devida recuperação. Contudo, foi questionado sobre a posição de Bolsonaro, de ter concedido entrevista para o SBT na segunda-feira (21), de dentro da UTI e uma live posterior. Para ele, uma intimação tem efeitos diretos nos “sentimentos”, que podem atrapalhar a recuperação, versão essa, que é defendida pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro , por conta de uma alteração da pressão de Bolsonaro.
“Assinar um papel não se trata disso. Não é uma questão de assinar um papel. Ele pode dar entrevista? Pode. Você pode falar sobre o assunto? Pode. Agora, você assinar um processo judicial? Não é só um processo judicial. Isso mexe com a sua recuperação, com o seu sentimento. Não é só um papel. Se fosse só um papel, ele poderia assinar. Ali era uma intimação do ministro Alexandre de Moraes. Então, assim, eu acho que são coisas distintas”, argumentou Abilio.
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