Projeto busca por fim nos ‘rolezinhos’ em Cuiabá; entenda

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O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) apresentou um projeto de lei que visa endurecer a fiscalização contra os chamados “rolezinhos” realizados por grupos de motociclistas, especialmente durante a madrugada, em bairros de Cuiabá. A proposta foi anunciada em entrevista à imprensa e, segundo o parlamentar, busca dar respaldo jurídico às ações de repressão a essas práticas, que considera perigosas e perturbadoras à ordem pública.

 

O projeto se inspira em legislações semelhantes implementadas em outras cidades do país, como Natal (RN). A intenção, segundo Magalhães, é deixar clara a diferença entre o que é considerado legal, como as motociatas e encontros de clubes de motociclistas, e os rolezinhos, que ele define como uma prática ilegal e prejudicial à ordem pública.

 

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“É um projeto que tão somente reforça o que já está no Código de Trânsito Brasileiro. Quando um grupo de pessoas sai na rua causando, empinando motos, fazendo manobras perigosas, desligando, ligando a moto e causando aquele estrondo que todo mundo já sabe, esse cidadão será então penalizado”, declarou Magalhães, em entrevista à imprensa, nessa quinta-feira (24).

 

Conforme noticiou o , em dezembro do ano passado, dezenas de motos foram apreendidas e abandonadas durante fiscalização da Polícia Militar no evento “Rolê de Natal”, organizado em rede social, na avenida Miguel Sutil, no bairro Areão, em Cuiabá. O evento contou com mais de 250 motoqueiros, que tinham como objetivo, dar um “rolê” pela cidade em comemoração ao Natal. Mas, muitos estavam com veículos adulterados, não usavam capacetes e faziam manobras de risco.

 

De acordo com o vereador, a iniciativa tem como objetivo principal garantir tranquilidade à população, sobretudo nas regiões periféricas da capital, que são, segundo ele, as mais afetadas por esse tipo de atividade. “Você imagina uma moto só desligando, ligando e dando aquele estouro que você já olha para trás pensando que é um tiro. Agora, imagina 50 motos fazendo isso ao mesmo tempo. É um absurdo que temos visto acontecer e tem que acabar”, enfatizou.

 

Eduardo Magalhães também cobrou mais rigor na fiscalização municipal. Segundo ele, a equipe atual da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) é insuficiente diante do crescimento populacional de Cuiabá, que hoje conta com cerca de 700 mil habitantes.

 

“A fiscalização é importante no que diz respeito a isso. Quando você tem uma fiscalização efetiva, você consegue coibir. Mas o grupo da Semob, para uma cidade desse tamanho, ainda é pequeno. Então, muita coisa precisa melhorar. Essa lei vem fortalecendo, principalmente, as questões jurídicas, no que diz respeito à abordagem para quem, infelizmente, acha que isso é normal”, completou.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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