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O governador Mauro Mendes (União Brasil) se defendeu da “revolta” de etnias, que rechaçaram a versão de que incêndios de grandes proporções iniciam apenas em reservas indígenas. O chefe do Executivo, inicialmente, em entrevista à TV Veja, ressaltou que usou dados oficiais e que de maneira nenhuma “generalizou” a situação.
Mato Grosso é o líder no ranking nacional de focos de incêndio. Mauro afirmou que tudo está atrelado à seca severa e à ações criminosas, visto que, “não cai fogo do céu” – situação que acaba desencadeando prejuízos a diversos setores da sociedade.
Ele pontuou que não há incêndio iniciando apenas em reservas indígenas, mas em todo o país, diante do longo período de estiagem. Além do brigadistas, que têm atuado no combate, a Polícial Judiciária Civil tem buscado identificar os autores de incêndios criminosos.
“Verdade não pode ser negada em lugar nenhum, tem fogo sim [em Terra Indígena], são dados estatísticos que eu tenho e que o INPE tem, de onde começam os incêndios. Eu não disse só em reserva indígena. Disse que temos muitas reservas e alguns desses focos nascem dentro das reservas indígenas, e a partir daí, ganham grandes proporções. Isso não é mentira. Falar a verdade merece algum castigo nesse país?”, indagou, em entrevista à TV Veja.
Mauro tem isentado os produtores rurais de qualquer participação ou responsabilidade quanto aos incêndios, porque, segundo ele, ninguém provocaria um prejuízo para si próprio – pois no campo, tudo é matéria-prima.
No mês passado, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que cerca de 85% do incêndios, teriam origem em áreas privadas – contrapondo a versão do governador mato-grossense.
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