
O coronel da reserva do Exército brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas , suspeito de financiar a morte do advogado Roberto Zampieri , 56 anos, no Bosque da Saúde, em Cuiabá, alegou estar acometido com câncer e tentou habeas corpus para conseguir prisão domiciliar. O pedido, no entanto, foi negado pelo desembargador Paulo Sergio Carreira de Souza, da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
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No pedido de habeas corpus, a defesa do coronel, que está preso desde 15 de janeiro de 2024, há mais de um ano, alegou que o réu encontra-se em delicado estado de saúde por conta do câncer de boca e diversas outras comorbidades. “As quais demandariam acompanhamento médico especializado e contínuo, impossibilitado no ambiente de segregação cautelar”, argumenta, pedindo pela prisão domiciliar.
Em sua decisão, o desembargador apontou que o coronel está detido preventivamente no 44º Batalhão do Exército e não em um presídio comum e vem recebendo o acompanhamento médico especializado, inclusive, sendo realizados diversos atendimentos médicos, exames e biópsia.
“Além disso, conforme bem salientado pela autoridade judicial, a prisão domiciliar, por seu caráter excepcional, só é cabível quando demonstrada a absoluta inadequação do tratamento médico no ambiente de custódia, sendo o Comando Militar instado a garantir a continuidade dos cuidados médicos, e não há qualquer elemento nos autos que aponte omissão, negligência ou precariedade nesse acompanhamento”, diz trecho.
Por conta disso, o magistrado negou o pedido de habeas corpus ao coronel.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) pediu à Justiça para que os réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas enfrentem ao Tribunal do Júri. Eles são réus pela morte do advogado Roberto Zampieri, ocorrida no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, no dia 5 de dezembro de 2023.
Caçadini seria o financiador, Antônio Gomes da Silva é apontado como executor e Hedilerson Barbosa seria o suposto intermediário.
O caso
No dia 5 de dezembro do ano passado, o advogado Roberto Zampieri deixou o escritório em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino. Os agentes policiais informaram que foram disparados cerca de 10 tiros na direção do advogado.
Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de segurança de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.
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