Mauro defende fim de “escudo” para deputados: “Não é justo se omitirem”

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O governador Mauro Mendes (União Brasil)  defendeu o fim do voto secreto na apreciação de vetos na Assembleia Legislativa  de Mato Grosso (ALMT) por compreender que os parlamentares não podem se esconder atrás do sigilo e decidir matérias que comprometem a vida dos cidadãos sem mostrar verdadeiramente de que lado estão. Neste sentido,  reforçou que os deputados são eleitos pelo povo e quando escolhem estar nesta posição de liderança, possuem o ônus e o bônus da função.

O estopim para o discurso combativo do governador foi  a derrubada do veto que determinava o   fim dos mercadinhos nas unidades prisionais do estado . Na quarta-feira (09), o veto   foi derrubado por 13 votos a 10. Neste cenário, Mauro ressaltou a necessidade transparência sobre o voto dos parlamentares e que essa postura seria de quem defende o   interesse de bandidos .

Rodinei CrescêncioRdnews

“Acho que tem que abrir. Todos nós que somos representantes da população, acho que tem que ter o direito de voto secreto quando ele está decidindo questões interna corpuris, ou seja, de dentro da Assembleia, por exemplo, eleição da Mesa Diretora, que tem a ver só com os deputados. Agora, quando ele vota alguma coisa que tenha a ver com a vida de todos os cidadãos, ele tem que expor o opinião dele. Não é justo que ele se omita através de um voto secreto e não deixe claro quem foram os 13 deputados que são a favor de mercadinho para preso”, argumentou.

Questionado se o voto secreto não seria uma questão de segurança para os deputados, Mauro tratou de minimizar: “É o ônus de quem se propõe a ser representante. Se você quer ser representante, ônus e bônus. Ser deputado, ser governador, ser presidente, tem um lado bom e tem um lado ruim também. Tem que ter coragem de ir lá e decidir. E deixar o povo saber o que você está decidindo”, completou.

O Governo do Estado  sustenta que cumpre a sua função e fornece itens básicos de higiene e limpeza, contudo, representantes do Poder Judiciário, alegam a existência de ineficiência do Executivo sendo necessário a “comercialização”. Outra reclamação  é quanto a banalização dos mercadinhos, que passaram a vender guloseimas e itens supérfluos.

Se deu um lado o governador gostaria da exposição, o atual presidente da  ALMT e aliado de primeira hora, deputado estadual  Max Russi (PSB), considera que o voto secreto concede liberdade aos parlamentares.   Segundo ele, garante o exercício das prerrogativas sem qualquer pressão externa.

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Link da Matéria – via RD News

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