
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), defendeu o voto secreto para a derrubada de vetos do Executivo e tratou de minimizar as críticas do governador Mauro Mendes (União Brasil) quanto à posição do Parlamento de autorizar o funcionamento de “mercadinhos” nas unidades prisionais do estado. A posição contraria o desejo do governador, que havia proibido o funcionamento por considerar que o Estado fornece os itens básicos necessários para higiene pessoal.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Mauro decidiu judicializar a decisão após a ALMT derrubar o veto por 13 votos a 10 . Além de chamar os deputados de “caboclos” – termo que poder ser usado de maneira pejorativa. O deputado Max defendeu a liberdade dos deputados, ainda mais por meio do voto secreto. Caso contrário, certamente haveriam interferências ou pressões externas: “Regime é o voto secreto. Se tiver voto aberto, nunca vai derrubar um veto. Como vai derrubar um veto com 20 deputados na base? Nunca vai derrubar”. “ Regime é o voto secreto. Se tiver voto aberto, nunca vai derrubar um veto. Como vai derrubar um veto com 20 deputados na base? Nunca vai derrubar” Max Russi
Sobre a postura do governador de judicializar a situação, Max pontuou que é uma posição natural do Executivo. Ele ressaltou que a Assembleia agiu dentro da sua competência e que, agora, caberá ao Poder Judiciário decidir se mantém a liberação dos estabelecimentos comerciais ou não. “É direito dele, tem que fazer isso, se ele entender que é possível, e a Justiça vai decidir”, frisou.
“Opinião dele e temos que respeitar, assim como ele tem que respeitar a nossa. A Assembleia através da maioria tomou a decisão. Ele não concorda, vai procurar a Justiça e fazer as críticas. Temos um democracia, precisamos aprender a conviver com a crítica e aprender que ganhamos e perdemos no meio política. Eu particularmente, [vejo] a crítica é muito válida, fico muito tranquilo quanto a isso. Foi uma decisão da maioria do parlamento e essa decisão é o que está vigorando”, emendou.
Por fim, Max sinalizou que também é contra a regalias nos mercadinhos dentro das unidades prisionais, mas conforme os apontamentos feitos por autoridades do Poder Judiciário , existe a necessidade de fornecer a opção de itens básicos de higiene, diante da ineficiência do Estado.
“Não faço julgamento disso [se está correto ou não]. Nós não liberamos o mercadinho [para vender] sorvete ou Nutella, longe disso. O Governo tem que colocar dois ou três itens que são necessários, como um sabonete, uma pasta de dente, eu defendo que isso possa ser vendido”, concluiu.
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