
O governador Mauro Mendes (União Brasil), acusado de fazer gesto nazista no ato convocado pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) pela anistia aos condenados por participação nos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023, no último domingo (06), em São Paulo, negou qualquer alusão à ideologia de Adolf Hitler. Segundo ele, a intenção foi fazer o mesmo gesto das pessoas que se formam e fazem seus juramentos.
Reprodução
Mauro Mendes esteve no trio elétrico na Avenida Paulista ao lado de Bolsonaro. O governador, ao gritar “por Deus, pela pátria, pela liberdade. Sim!” ergueu a palma da mão, com braço ereto, lembrando a saudação nazista feita recentemente pelo bilionário Elon Musk na posse do presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
“É o mesmo [gesto] daquele que quando as pessoas formam e fazem seus juramentos. Já viu quando as pessoas fazem juramento, levantam a mão? Você vai dizer que aquelas pessoas estão fazendo gesto nazista? Gente, isso beira hipocrisia e beira má-fé. Não dá pra ficar comentando esse tipo de coisa”, disse Mauro Mendes, em coletivo de imprensa, na manhã desta quarta-feira (09).
Por causa do gesto, Mauro Mendes foi alvo de uma representação criminal na Polícia Federal. A representação foi enviada à PF pelo Sindicato de Jornalistas do Mato Grosso (Sindjor-MT).
“Na saudação nazista o braço é erguido completamente, em um ângulo aproximado de 45 graus, estendido para frente e ligeiramente para cima. No gesto do governador, o braço também está estendido para frente e para cima, com a palma da mão voltada para baixo. Há uma semelhança visual inegável na forma geral do movimento”, disse a representação criminal enviada à PF de Mato Grosso.
O Sindicato de Jornalistas de MT pede para que o gesto seja investigado pela corporação e pelo Ministério Público Federal (MPF). Questionado sobre o assunto, o governador preferiu não se manifestar. (Com informações da coluna PlatôBR)
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