
O governador Mauro Mendes (União Brasil) expôs sua insatisfação com a lentidão do Governo Federal em “destravar” a Ferrogrão, projetada para ligar Sinop a região de Miritituba, no Pará, estimando a potencialização da escoação agrícola mato-grossense. A obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas enfrenta resistências, segundo o Executivo, da própria ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
O traçado da ferrovia é de 933 km de extensão. Em conversa com a imprensa, Mauro Mendes foi questionado sobre sua análise de “hipocrisia ambiental”. Ele defende a necessidade de esclarecimentos do Governo Federal sobre a demora no avanço da Ferrogrão: “Quem tem que explicar isso [a Ferrogrão travada], é o próprio governo, é a própria ministra, é o próprio representante oficial do governo”.
Rodinei Crescêncio
“Do nosso lado aqui já se passaram mais de dois anos, a ferrogrão foi incluído no PAC e até agora nós não vimos uma movimentação objetiva que levasse a colocar esse ativo para o mercado, tomando as providências que competem exclusivamente ao governo. A gente escuta rumores nos bastidores que a área ambiental do governo é contra, por isso que eu fiz aquela afirmação [criticando a Marina], mas quem tem que explicar a todos nós por que não avança, é o próprio governo, que tem essa responsabilidade”, alegou.
O impasse está no âmbto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que questiona a Lei 13.452 de 2017, que excluiu cerca de 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim (PA) e os destinou para a Ferrogrão (EF-170) e BR-163. O Supremo Tribunal Federal é quem analisa o processo.
Ambientalistas e representantes dos povos indígenas reclamam da falta de diálogo. Para os defedensores da estrada de ferro, o projeto vai representar uma redução no tráfego de caminhões na BR-163 e consequentemente, queda nas emissões de carbono pela queima de combustível fóssil.
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