
A Câmara Municipal de Cuiabá aguarda ser notificada da decisão judicial que determinou o afastamento do vereador Paulo Henrique (MDB) das funções públicas para que possa convocar o primeiro suplente, Raufrides Macedo (PSD). O emedebista chegou a ser preso na última sexta-feira (20), no âmbito da Operação Pubblicare , que apura possível atuação do parlamentar em favor da facção Comando Vermelho, na Capital.
Luiz Alves
Paulo Henrique foi solto nesta quarta-feira (25), do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, por decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.
As medidas impostas são, afastamento do cargo de vereador; uso de tornozeleira; proibição de sair de Cuiabá; obrigatoriedade de comparecer a todos os atos do processo; proibição de manter contato com qualquer testemunha e demais investigados no presente inquérito; e proibição de frequentar a Secretaria Municipal de Ordem Pública e Defesa Civil de Cuiabá ou qualquer órgão público.
No mês de junho deste ano, dias após a primeira fase da Operação Ragnatela , onde Paulo Henrique figurou no inquérito policial, ele pediu afastamento de 30 dias para se defender, abrindo espaço para o suplente. Agora, por intervenção judicial, Raufrides, retornará à Câmara. Conforme apuração da reportagem do , a expectativa é de que a notificação ocorra entre quinta-feira (26) e sexta-feira (27), para que assim, a Mesa Diretora realize a convocação.
Além do afastamento, Paulo Henrique também é alvo da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, que pode culminar com a perda do mandato, por quebra de decoro. Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Ficco/MT), PH seria responsável por atuar em benefício do grupo criminoso, na intermediação com agentes públicos, recebendo benefícios financeiros, em troca de alvarás e liberação de eventos em casas noturnas.
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