Ministro diz que governo repudia tarifaço de Donald Trump, mas pede diálogo

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O ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) vê como um contrassenso a decisão do presidente dos Estados Unidos em impor um “tarifaço” contra parceiros comerciais. “Um governo dito liberal nos EUA tomando medidas ortodoxas, competitivas e protecionistas. E o Brasil, que tem um governo progressista, que tem um viés social muito grande, mas é a favor do livre-comércio e, por isso, mostra as ações do governo”, disse, nesta quinta (3), durante a 2ª Conferência Internacional Unem Datagro sobre Etanol de Milho, em Cuiabá.

Nessa quarta-feira (02), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que irá aplicar tarifas de importação de 10% aos produtos oriundos do Brasil. De acordo com o governo americano, as taxações terão efeito imediato — o que também inclui o país.

Caroline De Vita

Fávaro frisa que, embora o governo federal repudie a medida, a melhor saída neste momento é o diálogo com a potência mundial. Ele ressalta que há uma missão do Ministério das Relações Exteriores é coordenada pelo ministro Mauro Vieira e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB).  Além disso, o Congresso aprovou o PL da Reciprocidade , que prevê medidas de resposta a barreiras comerciais impostas por outros países a produtos brasileiros, como o “tarifaço” imposto por Trump. 

“Mais do que o discurso, é o fato. O Brasil bate recorde absoluto de abertura de mercados.  Temos 345 novos mercados abertos. Discutindo a tarifa, a relação comercial livre, o acordo Mercosul com a União Europeia, a liberdade econômica. Infelizmente, neste momento, as trampolinagens feitas pelo governo americano podem atrapalhar sensivelmente os mercados internacionais. Mas, o Brasil tem competência e, certamente, vai saber usufruir disso e fazer disso uma grande oportunidade”.

Para o ministro, a medida adotada por Trump pode elevar a inflação no país norte-americano porque, com as novas taxas, os produtos ficarão mais caros. Ainda segundo ele, o objetivo é o incentivo à industrialização dos EUA, mas isso não acontecerá do dia para a noite. “Vai continuar precisando importar os produtos e, além de tudo, com um custo mais alto. Eu acho que deve gerar uma inflação mundial.  Agora, o Brasil (3:42) é muito competitivo, principalmente nos produtos agropecuários.  E isso pode então se tornar, se soubermos agir, vamos agir, com muita cautela, prudência, mas com altivez,  vai se tornar uma oportunidade para o Brasil”.

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Link da Matéria – via RD News

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