
O governador Mauro Mendes (União Brasil) usou de ironia para rebater críticas do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), seu correligionário e aliado político, sobre a atuação de secretários de Estado que deixam de ser 100% técnicos e passar a fazer política. Sem citar nomes, o parlamentar se referiu a integrantes do secretariado que pretendem ser candidatos nas eleições de 2026.
“Quer dizer, quem é escolhido tecnicamente tem que ser técnico a vida inteira? Não pode mudar? É isso? Não é isso. Não funciona assim”, disse o governador, nessa quarta-feira, após visita ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), para entregar as contas referentes ao exercício 2024 e receber autorização para lançar os editais do BRT.
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A declaração de Botelho rebatida pelo governador também foi feita na quarta-feira. Antes da sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), levantou suspeitas sobre a atuação política dos secretários.
“A única coisa ruim é quando dizem que uma secretaria é puramente técnica, mas depois o secretário vem candidato. Se ele se lança na disputa, então não é uma secretaria técnica, é uma secretaria política”, declarou Botelho
Apesar de Botelho não citar nomes, diversos secretários já se articulam para disputar as próximas eleições. A lista inclui Gilberto Figueiredo (Saúde), que é suplente de deputado estadual e Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação). Outro nome cogitado é Alan Porto (Educação). Pelas regras eleitorais, eles devem deixar os cargos em abril do ano que vem para poder lançar candidaturas.

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