
O fluxo de carros em uma das pistas de avenida Miguel Sutil foi interrompido mais uma vez nesta quarta-feira (2) para a realização de obras no viaduto que passa sobre a avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA). A alteração repentina causou o caos no trânsito na manhã de hoje e transtornos aos motoristas pegos de surpresa. As obras no trecho começaram em agosto do ano passado e têm previsão de conclusão para novembro de 2025. Somado a isso, tem o traçado do Bus Rapid Transit (BRT) que teve os trabalhos retomados no mês passado e que torna lenta a mobilidade na região.
Com os problemas de mobilidade urbana gerados com os reparos, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT) apresentou um plano para ser colocado em prática durante o período.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou que pista na Miguel Sutil precisou ser interditada nesta manhã para a realização da concretagem de um muro de arrimo de um dos lados do viaduto. O trânsito no local foi liberado algumas horas depois.
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As obras previstas para o Complexo Viário Leblon também interferem em outros trechos da avenida Miguel Sutil, além do viaduto. No local onde funcionava a rotatória de acesso ao bairro Jardim Leblon, reparos também são realizados para a instalação de uma nova trincheira.
Motoristas que utilizam diariamente a avenida para chegarem aos seus compromissos reclamam das mudanças repentinas. Bruno Otávio é motorista de aplicativo há 3 anos e afirmou que percebeu uma piora na locomoção não apenas na via como também em seus arredores. Em determinados horários o condutor afirmou que evita aceitar corridas que passem por algum dos trechos, principalmente naquele que dá acesso ao Jardim Leblon.
“Ali está um pouco complicado também, porque a gente entrava ali para ir sentido a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Agora temos que ir lá embaixo, um pouco mais longe”, explicou ele.
O trânsito da avenida Miguel Sutil foi desviado para dentro do bairro e, no viaduto, as alças que davam acesso até a Avenida do CPA foram fechadas e devem permanecer assim até que seja realizada a entrega das obras.
As linhas de ônibus que utilizavam a via tiveram seu fluxo alterado. Pedestres podem acessar a avenida Miguel Sutil apenas por um dos lados do viaduto, enquanto o outro está interditado para passagem de qualquer tipo.
Em ambos os locais, é possível ver homens trabalhando na conclusão das construções. Robson Hernandes, técnico de segurança do trabalho, acompanha as obras diariamente e afirmou que até o momento o cronograma está sendo seguido.
Ao , a Sinfra explicou que as obras devem ser entregues ainda este ano. “Todo o Complexo, desde a rotatória do Jardim Leblon até no túnel em frente a Todimo, tem o prazo até novembro deste ano”, afirmou.
Interferência do MP-MT
Nesta quarta-feira, a 29ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística realizou reunião para discutir alternativas na mobilidade urbana em Cuiabá, pois, além das obras realizadas pelo Complexo Viário do Jardim Leblon, a avenida do CPA recebe obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT), o que congestiona e dificulta o fluxo de carros.
O Promotor de Justiça, Carlos Eduardo Silva é responsável pelo inquérito que apura uma possível omissão do Município e do Estado ao planejar e fiscalizar os impactos à mobilidade no município.
Um plano de melhorias para a mobilidade durante as obras foi elaborado, quase 8 meses após o início das obras. Devido aos prejuízos causados pelas obras em andamento, foi requerido ordenação para minimizar os impactos das intervenções nos locais de obras.
“Como encaminhamentos da audiência, foi definida a intensificação da fiscalização para o trânsito de veículos pesados e a orientação sobre rotas alternativas com o apoio do Batalhão de Trânsito em parceria com a Semob. Além disso, foi acordada a ampliação da comunicação para um plano de divulgação mais efetivo por parte da Sinfra, com apoio da prefeitura, e a possibilidade de mudanças temporárias nos horários de funcionamento de alguns setores do funcionalismo público, visando reduzir congestionamentos nos horários de pico”, explicou o promotor de Justiça.

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