Prefeita entra com ADI para derrubar lei que obrigou a exonerar marido

Imagem

A prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (PL) ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI), junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), contra a Lei Municipal nº 5.362/2024, promulgada pelo Legislativo, que estabelece os requisitos específicos para a nomeação de secretários, subsecretários e superintendentes municipais, exigindo currículo acadêmico e profissional para a nomeação de secretários e outros cargos de direção.

A liberal pede na ADI a concessão de medida cautelar suspendendo os efeitos da lei, garantindo a governabilidade; e, no mérito, que a lei seja declarada inconstitucional.

Reprodução

Na ADI, Flávia sustenta que os cargos de secretários são de natureza política “estando diretamente vinculado à formulação e execução de políticas públicas da gestão”; e os de subsecretários e superintendentes são de provimento em comissão, “caracterizando-se pelo exercício de funções administrativas e estratégicas, de
livre nomeação e exoneração”.

“A imposição de requisitos e justificativa para tais nomeações representa uma interferência direta na autonomia do Poder Executivo municipal, ao restringir a prerrogativa da prefeita de escolher seus auxiliares”, reclama a prefeita. A ADI foi protocolada após Flávia se ver obrigada a demitir o marido Carlos Alberto de Araújo , do cargo de secretário de Assuntos Estratégicos, após o Legislativo manter a exigência de diploma de curso superior para atuar como secretário municipal, mesmo em cargos estratégicos e políticos, que são de escolha exclusiva da prefeita. Texto havia sido vetado por Flávia.

“A inconstitucionalidade formal subjetiva decorre da usurpação da competência privativa do Chefe do Poder Executivo para a iniciativa legislativa sobre a organização administrativa e a estruturação dos cargos”, destaca Flávia.

Além disso, a prefeita diz na peça que a exigência de justificativa detalhada para cada nomeação distorce a própria natureza dos cargos comissionados, que devem ser preenchidos com base na confiança do gestor. “Se válida, essa obrigação abriria precedentes para a judicialização de toda a estrutura administrativa, engessando a condução da máquina pública por meio de burocracias sem respaldo constitucional”, diz a liberal, ressaltando que situação também configura violação do princípio da separação dos Poderes.

Vereador rebate

Autor da lei, o vereador Bruno Rios (PL), critica a ADI e ressalta que a lei visa somente que o secretariado e superintendentes tenham qualificação técnica, experiência e confiabilidade para exercer os cargos. “A fim de acabar com o cabide de emprego e da politicagem que é feita com esses cargos. Nada mais, nada menos”, reclama.

Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Link da Matéria – via RD News

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*