
O senador Jayme Campos (União) não vê atropelo na condução da denúncia, sobre trama golpista, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 7 aliados se tornaram réus, após decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
“Um processo que já tem bastante tempo de maturação, vão agora fazer as oitivas. Esse processo ainda vai correr, imagino que ainda vão ser ouvidas muitas testemunhas. Isso, até certo ponto, não vai resumir já que o ex-presidente Bolsonaro está sendo condenado, ele está sendo processado, isso tem uma tramitação e vamos aguardar”, pondera Jayme.
O parlamentar mato-grossense ressalta que as defesas de Bolsonaro e os demais réus, a partir de agora, terão direito ao amplo espaço de contraditório, e que espera que todos possam fazer um exame de consciência e que a Justiça Brasileira prevaleça em fazer justiça, não penalizando, muitas vezes, pessoas, como aconteceu, há poucos dias atrás quando uma mulher foi condenada a “18 anos porque tirou um batom e escreveu na estátua lá na porta do Judiciário. Nós esperamos que a justiça haja de forma séria, mas, acima de tudo, mostrando que nós temos que fazer uma Justiça e a Justiça que certamente a gente merece”. Reprodução
Senador Jayme Campos e ex-presidente Jair Bolsonaro
Questionado se, assim como o senador Wellington Fagundes (PL) , acredita que Bolsonaro seja inocente e que não houve nenhuma trama golpista, Jayme adota postura cautelosa.
“Eu não vou falar nada, por antecipação, partindo do pressuposto que nós temos que aguardar ainda. Até porque foi ficou muito claro ontem que isso ainda vai abrir a possibilidade do direito. Isso foi a denúncia da PGR. A PGR, quando denuncia, o Supremo acata ou não acata. Mas, via de regras, normalmente eles acatam. Já acataram a denúncia e, agora, vai dar continuidade ao processo dessa denúncia”.
Ontem, vários políticos de Mato Grosso, saíram em defesa de Bolsonaro e criticaram o Supremo Tribunal Federal.
Caso
Por unanimidade, nesta quarta (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados se tornaram réus no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado durante e depois das eleições de 2022.
Votaram a favor do recebimento da denúncia os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, integrantes da Primeira Turma.
A partir de agora o processo em si começa a tramitar, podendo culminar ou não na condenação dos réus.
Veja quem mais se tornou réu na ação: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin Almir Garnier, ex-comandante da Marinha Anderson Torres, ex-ministro da Justiça Augusto Heleno, ex-ministro do GSI Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência
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