
O ex-diretor de escola militar e PM aposentado Elias Ribeiro da Silva, que confessou ter matado o jovem Claudemir Sá Ribeiro , de 26 anos, na noite do último domingo (23), em um bar no município de Colniza (a 1063 km de Cuiabá), será transferido transferido para o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá. A determinação foi dada pelo juiz Guilherme Leite Roriz, da Vara Única de Colniza, que aponta a inexistência de sala especial ou unidade militar compatível nas Comarcas do município e de Juína (a 734 km de Cuiabá).
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O magistrado argumentou que, em razão da portaria nº11 de 2018, da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso, oficiais que estão lotados em unidades de ensino podem ser custodiados nas dependências do Bope.
A unidade do Bope, na Capital, segue as normas gerais da força e não possui estrutura ideal para reeducandos. Entretanto, o juiz afirmou se tratar de uma medida temporária, já que não existem outras opções disponíveis.
Além disso, o magistrado destacou que, segundo a mesma portaria, é dever dos comandantes proverem local adequado para custódia, observando o regimento interno.
Elias teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nessa segunda-feira (24). O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ainda determinou a realização de busca e apreensão e quebra do sigilo telefônico do suspeito. Além disso, o PM foi exonerado do cargo .
O caso
Em imagens de câmera de segurança do bar em que ocorreu o fato, é possível ver o policial chegando na mesa em que estava Claudemir e mais duas pessoas. Eles conversam por menos de um minuto, quando o PM atira no rapaz. Ele sai correndo da mesa e, em seguida, os outros dois amigos levantam e correm também.
O policial fica no lugar ainda, andando com a arma, aparentemente embriagado. Alguns clientes que estavam no bar também fogem. No entanto, em pelos menos três mesas, clientes continuam tomando cerveja e conversando, como se nada tivesse ocorrido. O policial ainda fica parado olhando em volta, com a arma na mão, em pé, no local. Depois, ele guarda a arma normalmente.
Segundo as informações, Elias teria cismado que Claudemir fazia parte do Comando Vermelho . No entanto, com o avanço das investigações, foi comprovado que não havia nenhum indício de envolvimento com a facção por parte de Claudemir, incluindo as outras pessoas que estavam à mesa com ele no momento do fato.
De acordo com o boletim de ocorrência, após o crime, o policial fugiu em uma moto. Quando a PM chegou no local, encontrou a vítima ensanguentada, caída na calçada, sendo segurada por populares. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, compareceu no local e constatou o óbito da vítima.
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