
A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão no Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) de Cuiabá, após a prisão de militares durante a Operação Office Crimes – A outra face , suspeitos de envolvimento na execução do advogado Renato Nery . A decisão também permitiu a quebra de sigilo de dados telemáticos e telefônicos dos investigados. A decisão é da última sexta-feira (21).
Os militares alvos do mandado de busca e da quebra de sigilo telefônico foram: Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Jorge Rodrigo Martins e Wercerlley Benevides de Oliveira.
Rodinei Crescêncio/Montagem
Conforme consta nos autos, o mandado de busca e apreensão permite o acesso às escalas de plantão de todos os policiais referente ao mês de julho de 2024, assim como as viaturas e seus referidos destinos e períodos de deslocamento dos quatro militares no referido mês e ano, “bem como em dependências do batalhão que o curso das buscas indicar a necessidade do cumprimento para obtenção de elementos de provas”.
“Pugna, ainda, a autoridade policial, seja autorizado o afastamento do sigilo de dados telemáticos e telefônicos e pela autorização de acesso e extração de todos os dados contidos nos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos nas residências dos suspeitos, uma vez que são, em essência, fundamentais para completo deslinde do feito, cujo conteúdo é parte fundamental para caracterização da materialidade e autoria delitiva, bem como imprescindível para apuração de eventuais novas práticas de crimes e outros envolvidos”, determinou a magistrada.
O crime
Renato Nery foi alvejado por cerca de sete tiros no dia 05 de julho de 2024, na porta de seu escritório, localizado na Avenida Fernando Corrêa, na Capital. O advogado chegou a ser socorrido e passou por uma cirurgia, em um hospital particular de Cuiabá, porém não resistiu aos ferimentos e morreu horas após o procedimento médico.
Além dos militares da Rotam, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva – acusado de ser o executor do advogado – também foi preso durante a operação. O 3º sargento da Polícia Militar, Heron Teixeira Pena Vieira, ouro alvo da operação, ficou foragido por um dia, antes de se entregar à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.
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