
Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o diretor da Escola Militar Tiradentes, Elias Ribeiro da Silva, de 54 anos, atira e mata o jovem Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, em um bar em Colniza (a 1.063 km de Cuiabá). O crime aconteceu nesse domingo (23) e o policial militar aposentado foi preso em flagrante.
No vídeo, é possível ver o policial chegando na mesa em que estava Claudemir e mais duas pessoas. Eles conversam por menos de um minuto, quando o PM atira no rapaz. Ele sai correndo da mesa, e em seguida os outros dois amigos levantam e correm também.
O policial fica no lugar ainda, andando com a arma, aparentemente embriagado. Alguns clientes que estavam no bar também fogem. No entanto, em pelos menos três meses clientes continuam tomando cerveja e conversando, como se nada tivesse ocorrido. O policial ainda fica parado olhando em volta, com a arma na mão, em pé, no local. Depois, ele guarda a arma normalmente.
De acordo com o boletim de ocorrência, após o crime, o policial fugiu em uma moto. Quando a PM chegou no local, encontrou a vítima, ensanguentada, caída na calçada, sendo segurada por populares. O Samu foi acionado, compareceu no local e constatou o óbito da vítima.
Reprodução
A Polícia Civil foi acionada e, juntamente com a PM, foi ao endereço onde reside o 2° Tenente PM Elias, que assumiu que fez o disparo contra a vítima e foi encaminhado para a delegacia.
Claudemir Sá Ribeiro havia ficado conhecido em Mato Grosso em 2019, quando, juntamente com seu irmão Paulo Henrique Sá Ribeiro, construíram a réplica de um avião artesanalmente com o motor de um fusca. Os dois eram apaixonados por aviação.
“Fato isolado”
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, avaliou o crime cometido pelo diretor de uma escola militar do Estado como “um fato isolado” e afirmou que um procedimento administrativo foi aberto contra o servidor.
“Foi um fato isolado, esse diretor está preso, ele não estava em serviço, e independente de estar ou não estar, de ser ou não ser servidor público, as medidas são tomadas independente de quem cometa o crime. Ele vai responder administrativamente perante a Polícia Militar e vai responder judicialmente após a investigação com o encaminhamento do inquérito à Justiça”, disse o coronel Roveri na manhã desta segunda-feira (24) durante entrevista coletiva.
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e o Comando-Geral da Polícia Militar (PMMT) informaram que já afastaram o diretor do cargo.
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