
A vereadora Maysa Leão (Republicanos), vice-presidente da Câmara de Cuiabá, criticou a presença constante do prefeito Abilio Brunini (PL) nos dias de sessão. Segundo ela, as visitas não agendadas causam interrupções dos trabalhos legislativos e comprometem o debate dos temas de interesse da população.
Maysa já reclamou da situação para a presidente da Câmara Paula Calil (PL) e ao próprio prefeito. Além disso, defende que as visitas de Abilio para dialogar com os vereadores aconteçam nos dias que não acontecem as sessões.
ReproduçãoRodinei Crescêncio
“Eu vejo isso como um problema. E eu já falei isso para a presidente Paula, já falei isso para o prefeito. A gente tem a segunda-feira, a gente tem a quarta-feira e a gente tem a sexta-feira para fazermos reuniões dentro da presidência e conversarmos sobre as pautas importantes e urgentes de Cuiabá. A Câmara de Vereadores é uma parceira da Prefeitura no quesito levantar Cuiabá”, afirmou Maysa.
As sessões semanais são realizadas às terças e quintas-feiras. No entanto, têm sido frequentemente interrompidas para que o prefeito possa tratar de pautas diretamente com os vereadores.
“A gente sabe que tem pautas urgentes, a pauta de hoje é muito importante, mas suspender a sessão não é o dispositivo adequado para discutir essas questões. É uma falta de respeito com a imprensa que vem acompanhar, é uma falta de respeito com as tribunas. Hoje, por exemplo, eu tinha uma tribuna com uma bebezinha com Síndrome de Down que ficou uma hora esperando pelo atraso da suspensão da sessão”, completou.
Para Maysa, a frequente presença do prefeito na durante as sessões é resultado de falhas na organização da agenda. Por isso, defende que a questão seja ajustada o mais breve possível.
“Eu vou colocar essa conta numa questão de desorganização de agendas. Não vamos dizer que é mídia, vamos dizer que é uma desorganização de agenda, que você se acha organizado”, pontuou.
Já o vereador Daniel Monteiro, correligionário de Maysa no Republicanos, avalia que a presença de Abilio na Câmara tem sido “excessiva”. Ainda assim, não acredita que o objetivo seja “intimidar” os vereadores.
“Do ponto de vista da presença reiterada do prefeito aqui na Casa, eu também acho que tá um pouco em excesso, […], mas eu não vejo assédio moral nenhum. A meu ver, ele não interfere na votação. Na minha não interfere. Eu não posso falar por terceiros, a mim não intimida”, disse.
Daniel Monteiro também defendeu que a Câmara não pode ser subserviente ao Executivo nem “puxadinho” Prefeitura. Para ele, essa é a imagem que ficou nos 8 anos da Gestão Emanuel Pinheiro (MDB).
“A gente tem que tirar o nome da Câmara e falar nome a nome de vereador. Se é que há alguém subserviente, porque senão a gente denigre, pode atrapalhar a imagem do parlamento perante a população cuiabana. Eu também acho que houve um excesso da presença do prefeito das suspensões e exceções aqui na casa”, concluiu.
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