
Annie Souza/Rdnews
O vereador por Várzea Grande Bruno Rios (PL) classifica como infeliz e desrespeitosa a fala de Carlos Araújo, marido da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), que classificou os parlamentares da cidade como um “bando de borra-botas”, que ficam fazendo fofocas e tacando pedras na administração municipal. Falas viralizaram após um áudio, atribuído a Carlos, vazar.
“Demonstram o despreparo do ‘primeiro-damo’. Até porque, a política é uma arte de construção. Às vezes pode existir um ruído entre um político e outro, em determinados períodos, mas o que temos que fazer? Temos que dialogar. Agora, fazer um pré-julgamento?”, reclama Bruno, em entrevista ao , ponderando que o marido de Flávia colocou todos os 23 vereadores no mesmo balaio. “Ele (Carlos) não faz distinção. É uma fala de uma pessoa que não tem traquejo político nenhum”.
O revés acontece justamente em meio às tentativas de aproximação entre o Paço Couto Magalhães e a Câmara, que vivem embates desde o início do mandato de Flávia. O vereador revela que o Legislativo irá solicitar que o Ministério Público tome providências em relação à atuação, ainda que voluntária, do marido de Flávia.
“Ele não está contratado, mas ele está dentro da prefeitura, emanando ordem, participando de reuniões. Que o mesmo [Carlos] deixe essa atividade até porque é considerado nepotismo. Para que a prefeita não incorra em improbidade. Inclusive, nós estamos solicitando pedido de providências ao Ministério Público, visando afastar o primeiro cavaleiro, até porque essa própria fala dele já demonstra que o mesmo não tem habilidade política para auxiliar a prefeita na gestão. Acredito que ele, tomando conta da casa, acho que vai fazer um serviço melhor para a nossa cidade”, dispara.
Falta de ações
Bruno ressalta ainda que o marido de Flávia já trabalhou na Câmara e conhece o sistema. Neste contexto, argumenta que tanto os vereadores quanto a população não sabem quais são as ações que estão sendo tomadas pelo Executivo e que, por isso, é preciso fornecer detalhes sobre as operações tapa buracos e também as ações voltadas à melhoria da saúde e saneamento da cidade, por exemplo.
O liberal, que é do mesmo partido da prefeita, não esconde a insatisfação com a gestão, que teve início em 1º de janeiro. “Porque as pessoas não têm tempo para esperar. Tem como esperar o medicamento em uma UPA? Tem como esperar o médico por uma dor? Não tem como esperar. Tem como esperar um caminhão-pipa dizendo que não tem água? A pessoa quer resolutividade, quer eficiência no serviço público. Ninguém aguenta mais desculpas. A desculpa hoje não serve para nada, a gente quer saber das entregas”.
Ele reclama que é importante se pagar contas, mas que há outras prioridades tão importantes quanto essa. Cita como exemplo a grande quantidade de buracos na cidade, alagamentos e falta de medicamentos nas unidades hospitalares.
“É uma cidade cheia de problemas, sim. Se não queria encontrar problemas, se queria encontrar uma Suíça, tinha que ser candidato a prefeito na Suíça”, critica.
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