
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) não conseguiu notificar o ex-vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB) , em sua residência, em processo que apura os crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores. Ele foi preso no ano passado no âmbito da Operação Pubblicare, um desdobramento da Operação Ragnatela, que sinalizou a participação dele como um dos braços do Comando Vermelho (CV) .
Embora na fase inicial, tivesse constituído cerca de três advogados, atualmente, Paulo Henrique segue sem advogado presente na ação. Ele foi soltou mediante a cautelares no ano passado e teve a tornozeleira eletrônica retirada no mês passado, contudo, não foi mais localizado pelo Gaeco para a notificação, colocando a sua liberdade em risco, conforme manifestou o Promotor de Justiça, Daniel Carvalho Mariano, no dia 11 de março, diante da possível “fuga do distrito”.
Fernanda Escouto
Neste cenário, o juiz Jean Garcia de Freitas, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que já tornou o ex-vereador réu, pontuou em decisão do dia 19 deste mês, que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), deve manifestar-se, frisando que “acaso postule o revigoramento da prisão preventiva do acusado, por suposta evasão do distrito da culpa, conforme mencionado pelo próprio órgão ministerial, que o faça na medida cautelar correlata”.
Além do vereador, também se tornaram réus: José Márcio Ambrósio Vieira, por lavagem de dinheiro e organização criminosa; José Maria Assunção e Rodrigo Anderson de Arruda Rosa por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva; e Ronnei Antônio Souza da Silva por corrupção ativa – eles possuem defesa constituída no processo.
Na denúncia assinada pelo Gaeco , foi destacado que PH seria o responsável pela distribuição do dinheiro do suborno, com valores variando de R$ 2 mil a R$ 5 mil. A organização, supostamente liderada pelo parlamentar, movimentou cerca de R$ 20 milhões.
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